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Saneamento universal aumentaria renda do brasileiro em 6%

Num ranking que mede os serviços de água tratada e esgoto em 200 países, o Brasil está em 112o lugar. Nossa pontuação na área em 2011 foi de 0,581, abaixo de países latino-americanos como Chile e Equador.

A taxa de expansão do acesso está em 4,1% nesta década, menos do que os 4,6% de anos anteriores. Com esse ritmo, o país fica ainda mais longe da meta de universalização – projetada pelo governo para 2030.

A falta de saneamento afeta diretamente a saúde da população, o que gera custos para o governo e perda de produtividade.

O alerta foi dado pelo Instituto Trata Brasil e o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), que lançaram hoje a publicação ‘Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento Brasileiro’.

O estudo aponta que se 100% da população tivesse acesso à coleta de esgoto e água tratada, o número de internações por infecções gastrintestinais cairia de 340 mil para 266 mil por ano, o que geraria uma economia de R$ 27,3 milhões para o SUS (Sistema Único de Saúde).

Os problemas de saúde causados pela falta de saneamento também levam a afastamentos do trabalho, que seriam reduzidos em 23% com a universalização. Em 2012, as empresas gastaram mais de R$ 1 bilhão em horas pagas, mas não trabalhadas por este motivo.

A universalização traria uma elevação de 6,1% na renda média dos trabalhadores – ou R$ 105 bilhões extras na massa salarial do país, que está hoje em torno de R$ 1,7 trilhão, segundo o levantamento.

Outra conclusão é que equalizar o acesso ao saneamento traria uma redução de 6,8% no atraso escolar – e quanto melhor a educação, melhor também é a renda e a produtividade.

Fonte: Vejamos
Veja mais: http://vejamos.com.br/saneamento-universal-aumentaria-renda-do-brasileiro-em-6/

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