Semasa tem patrimônio de R$ 10 bi

O superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), Sebastião Ney Vaz Júnior (PT), sustenta que os bens patrimoniais da autarquia “são muito superiores” à dívida que tramita na Justiça, da ordem de R$ 2,7 bilhões com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

“Fizemos as contas. Avaliamos que o Semasa vale hoje, pelo menos, R$ 10 bilhões pelo tamanho, porte, quantidade de rede e patrimônio”, disse, ao descartar novamente concessão do órgão andreense, assim como fez São Bernardo e Diadema, para liquidar passivo com a empresa pública estadual.

A autarquia contesta os débitos referentes a valores pagos pelo metro cúbico da água por atacado em relação ao preço cobrado pela Sabesp – até hoje há divergência. Ney Vaz antecipou que auditoria contratada ficará pronta ainda em novembro, detalhando a cotação de mercado do Semasa, que servirá para embasar defesas judiciais. “A empresa está prestes a finalizar o estudo. Até o meio do mês conclui (o levantamento)”, alegou. O órgão municipal firmou termo com a MFC Avaliação e Gestão de Ativos Ltda, e desembolsou a quantia de R$ 99,9 mil pelos serviços.

O dirigente sustentou que o Semasa mantém negociação com a Sabesp na tentativa de acertar o histórico impasse do real custo da água. O imbróglio judicial se arrasta desde a década de 1990, iniciado na gestão de Celso Daniel (PT, morto em 2002).

“Resolvendo isso (valores), seguimos para os outros passos”, disse Ney Vaz. Atualmente, a Sabesp cobra R$ 1,81 pelo metro cúbico e a autarquia andreense paga R$ 1,74. Essa diferença no preço do produto é que resulta nas ações, ainda sem data para término ou sinalização de acordo. “Desta história do que pode virar dívida para o que temos hoje consolidado é muito maior. Teríamos troco”, reforçou o petista.

A venda da autarquia de São Bernardo, denominada de DAE (Departamento de Água e Esgoto), em 2004, na gestão William Dib (PSDB), se deu quando o débito atingiu montante de R$ 1 bilhão. Na cidade vizinha, o atual prefeito Lauro Michels (PV) entregou no começo de 2014 a Saned (Companhia de Saneamento de Diadema), com passivo de R$ 1,2 bilhão, em troca de quitar a dívida e obter de investimento na rede. Donisete Braga (PT), de Mauá, admite desejar fazer o mesmo com a Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá).

Fonte e Agradecimentos: http://www.dgabc.com.br/Noticia/1629161/ney-vaz-avalia-que-semasa-tem-patrimonio-de-r$-10-bi

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