O saneamento em Santa Catarina, atualmente na faixa vergonhosa de 34% a 36% de tratamento, vai precisar de bilhões de reais em investimentos
Santa Catarina dificilmente atingirá a meta de 90% de tratamento de esgoto e 99% de água potável em 2033, conforme previsto pelo Marco Legal do Saneamento. Em entrevista nesta segunda-feira (5) ao Jornal do Almoço (NSC TV), o governador reeleito Jorginho Mello (PL) disse acreditar que o prazo será prorrogado.
O chefe do Poder Executivo Estadual defendeu o fortalecimento da Casan e afirmou que ela terá o papel de conduzir esse processo. Além disso, Mello disse que o Estado vai buscar parcerias público-privadas (PPPs) e financiamentos internacionais.
LEIA TAMBÉM: Após chuvas de setembro, Cantareira passa a operar na faixa de atenção
Tarifa
Jorginho Mello não quer um modelo que aumente a tarifa para o consumidor. Ele falou, inclusive, em um modelo de “taxa mais barata” do que a atual.
Não há milagre. O saneamento em Santa Catarina, atualmente na faixa vergonhosa de 34% a 36% de tratamento, vai precisar de bilhões de reais em investimentos. É evidente que isso impacta o custeio e, por consequência, a tarifa.
Ou o Estado e a Casan bancam um subsídio para amortizar o custo da tarifa, ou esse valor será repassado ao consumidor. Se a opção da sociedade for avançar com velocidade, o caminho é esse.
Mas, se a opção for esticar o prazo e a meta, o investimento se dilui ao longo dos anos e não impacta tanto a tarifa.
Fonte: NscTotal
LEIA TAMBÉM: Brasil deve ter R$66,3 bilhões em novos investimentos em saneamento até 2028