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Sindicato monta Comissão para provar que concessão do DAE é desnecessária

Liberdade – Sempre em defesa do interesse dos trabalhadores, o Sindicato dos Servidores Municipais de Sumaré (SINDISSU) quer uma Comissão para análise do processo de concessão do DAE (Departamento de Água e Esgoto), anunciada na semana passada pela Prefeitura. A ideia é apresentar uma contraproposta à gestão privada da autarquia municipal.

Um ofício para criação da Comissão foi protocolado no DAE na tarde de quarta-feira, 22, pelo presidente do Sindicato, Araken Lunardi, que também presidirá a Comissão. Outros seis servidores da autarquia participarão do grupo.

A Comissão do Sindicato quer mostrar que é possível fazer investimentos dentro dos 30 anos previstos para a concessão, sem a necessidade de entregar o DAE à iniciativa privada, informou o presidente.

A notícia da concessão causou surpresa nos servidores do DAE e em vários setores da sociedade, além da Câmara, pois nenhum debate foi aberto com a população para se chegar a esta decisão. A Administração Municipal informou que a iniciativa foi tomada após a realização de um “profundo estudo da real situação do DAE”, feito pelo presidente da autarquia Valmir Ferreira da Silva.

Por isso, o Sindicato dos Servidores pediu que o DAE forneça todos os documentos, estudos e processos que comprovem a necessidade da concessão da autarquia para a iniciativa privada. A Administração Municipal justifica que o DAE possui uma dívida que compromete 87% de seu orçamento anual e que o montante de investimentos necessários nos serviços de água e esgoto da cidade seria de R$ 360 milhões, mesmo valor apontado para a concessão. No entanto, como estaria em situação de “falência”, o DAE não conseguiria financiamentos externos para as obras.

“Queremos saber o valor real da dívida do DAE e entender como a prefeitura chegou à conclusão de que a concessão é a única saída para melhorar o sistema de água e esgoto do município. As dívidas municipais nunca vão acabar. Por isso queremos apresentar uma contraproposta à concessão e temos apoio de vários segmentos da sociedade, além de vereadores”, disse Araken.

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