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Sindserv teme prejuízo com a venda da Sama

O Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos) de Mauá teme que a entrega da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá) para a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) possa prejudicar os cerca de 160 servidores efetivos da autarquia. O presidente da entidade, Jesomar Alves Lobo, cobrou do prefeito Donisete Braga (PT) mais diálogo com a categoria sobre as negociações em andamento com a empresa estadual.

Jesomar explicou que a administração ainda não deixou claro para os servidores da Sama qual será o futuro dos funcionários quando a companhia municipal deixar de gerenciar o abastecimento de água na cidade. “Estamos muito preocupados, pois essas conversas (entre Paço e Sabesp) não estão sendo divulgadas, estão guardadas a sete chaves”, criticou o dirigente.

Para o presidente do Sindserv, “é pouco provável” a volta da Sabesp, tendo em vista que o saneamento básico na cidade já é gerenciado pela Odebrecht Ambiental. Mas ele frisou que, caso se concretize o acordo com a estatal, a categoria “não aceitará perda salarial nem de benefícios”. “Os trabalhadores da Sama podem até ser transferidos para outros setores da própria Prefeitura em suas funções de origem, mas não vamos aceitar redução de salário”, avisou.

Donisete, por sua vez, garantiu que qualquer definição será debatida com “todos os envolvidos” e assegurou que o possível acordo com a Sabesp manterá os direitos dos servidores. “Eles não serão prejudicados, pois a Sama não será extinta. Nós temos de garantir o direito constitucional dos trabalhadores (da autarquia), que prestaram concurso e foram aprovados de forma legítima. Portanto, o prefeito não tem o direito de mudar a vida de profissionais numa canetada”, endossou.

Donisete aguarda resposta da Sabesp para fechar acordo com a companhia e devolver o controle do abastecimento de água no município à empresa estadual. O petista propôs à companhia que reassuma o serviço em troca da amortização da dívida de R$ 1,8 billhão que a Sabesp cobra da Sama, referente à quebra do contrato, quando o Paço municipalizou o sistema para criar a autarquia própria, e à diferença de valores pagos pela compra do metro cúbico de água.

Além disso, o prefeito também quer que a empresa assuma investimentos na ordem de R$ 150 milhões para a renovação da precária tubulação de água da cidade e a construção de reservatórios. Donisete chegou a idealizar PPP (Parceria Público-Privada) para sanar os problemas do setor, já que a Sama não possui potencial financeiro para arcar com as obras – previa a mesma quantia de investimentos reivindicados à Sabesp.

A parceria com a iniciativa privada, porém, foi deixada de lado neste ano pelo governo para priorizar as tratativas com a Sabesp. No dia 11, Donisete suspendeu a abertura dos envelopes com as propostas das empresas interessadas na PPP. Segundo o Paço, apenas a Odebrecht se interessou.

Fonte: Diário do Grande ABC
Foto: Google

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