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Um ano após crise hídrica, consumo de água tem queda no Vale do Paraíba

Segundo dados da Sabesp, consumo diário caiu de 148 para 130 em 2015. Com a economia, a queda mensal de uma família chega a 2 mil litros.

O período de estiagem que a bacia do Paraíba do Sul enfrentou no último ano deixou os moradores do Vale em alerta. Segundo os dados da Sabesp, de 2014 para 2015, a média diária de uso por habitante caiu 18 litros. A média mensal de economia de uma família com quatro pessoas chega a 2 mil litros.

O sistema do Paraíba do Sul opera hoje com 34,33% da sua capacidade. O valor é três vezes maior que o registrado em 2014, quando o reservatório operava com 7,89%. Os dados são dos boletins diários da Agencia Nacional Águas (ANA).

Segundo o levantamento da Sabesp, o gasto diário por habitante caiu de 148 litros em 2014 para 130 em 2015. O valor economizado representam por exemplo, o valor em litros gastos em três descargas.

O número ainda é baixo se comparado ao recomendado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo a organização são necessários apenas 110 litros de água por dia para suprir as necessidades básicas. No entanto, mostram a conquista de um consumo consciente.

Para Luiz Roberto Barretti, vice-presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas , os números mostram a conquista de um consumo consciente. “Toda redução é importante, porque estamos deixando de desperdiçar recurso hídrico. Com isso, além de diminuir o que é gasto com o consumidor final, economizando mais nós deixamos menos água no percurso da represa até as torneiras”, afirma.

Fiscais
A exigência não é só dos órgãos públicos, mas também da comunidade. Vizinhos coíbem cenas de gasto excessivo como lavar o carro ou a garagem com mangueira. Bruna Carolina Lima tem apenas 13 anos e já sabe que usar a mangueira para lavar o carro gasta mais água. Aprendeu na escola que a água, além de cara, pode ficar escassa. A menina mandou uma foto denunciando o gasto de um dos vizinhos pelo aplicativo Vanguarda Repórter.

“Na minha casa estamos nos esforçando para economizar. Coletamos água da chuva com baldes para a descarga; reduzimos pela metade o tempo com o chuveiro aberto; a água da máquina é usada para a limpeza da casa. Estamos tentando reutilizar ao máximo e aí vejo o vizinho lavando o carro com a mangueira. Não pode”, diz.

Estiagem
Em 2015, a bacia enfrentou uma de suas piores crises, segundo a ANA. Em janeiro de 2015 a represa de Paraibuna, a maior da bacia do Paraíba do Sul, chegou ao volume morto. À época, a represa do Jaguari chegou a 2,10% da capacidade. Segundo o boletim divulgado pela agência nesta sexta-feira (4), Paraibuna opera com 25,23% da capacidade e Jaguari com 44%.

Fonte: G1
Foto: Foto: Camilla Motta/ G1

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