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Controlador da Ambipar recusou oferta da Sabesp por fatia na Emae

Controlador da Ambipar recusou oferta da Sabesp por fatia na Emae

Borlenghi teria rompido acordo com Tanure, que levou à execução do controle

O empresário Tércio Borlenghi, controlador da Ambipar, recebeu uma proposta da Sabesp no fim do ano passado para vender uma fatia na Emae, apurou o Pipeline. Mas Borlenghi recusou a oferta, que renderia cerca de R$ 210 milhões por 24,19% das ações ordinárias da Emae.

A posição é por meio do fundo Arys, que representa 9,63% do capital total, comprado de funcionários da empresa, e teria sido feita com caixa da Ambipar. Quando fez reuniões com bancos antes do pedido de recuperação judicial, Borlenghi afirmou que uma das aplicações do caixa da companhia era em um fundo de ações, que teria por sua vez investido nesses papéis de saneamento.

Como o caixa da Ambipar foi colocado em sigilo no processo da RJ, ainda não há registro público sobre como isso foi contabilizado, ou seja, se a posição é patrimônio da empresa ou se a empresa bancou o investimento de parte relacionada.

Mas, diante da negativa, a Sabesp bateu à porta da Eletrobras (agora Axia) e assim garantiu um lote a mais na Emae. Pagou R$ 32,07 por PN da Eletrobras e R$ 59,33 por ON do fundo da XP, que foram corrigidos pelo CDI entre anúncio e fechamento.

Com o controle, a Sabesp deve fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) ao Arys, por deter ONs, e pode depois decidir fechar o capital da empresa. A transação entre o fundo da XP e a Sabesp foi liquidada na última quarta-feira, após aprovação do Cade e da Aneel.

A XP executou uma dívida que era de Nelson Tanure, tomada para a compra da Emae e que tinha as ações em garantia — assim, Tanure perdeu o controle da empresa de saneamento. Ainda há debate judicial, mas fontes do setor avaliam que podem cair por terra por falta de objeto.

O curioso da história é que foi Tanure quem levou Borlenghi para a Emae, e mais: era um acordo entre eles que supostamente faria o dono da Ambipar quitar a dívida com a XP — ele ficaria com as ações de Tanure na Ambipar, em troca de suas ações na Emae e mais um montante em dinheiro, que incluía essa quitação. Mas ele mudou de ideia, Tanure perdeu a Emae e viu suas ações da Ambipar virarem centavos.

Fonte: Pipeline Valor


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