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Expansão da matriz energética terá R$ 3,2 TRI

Imagem Ilustrativa

Com a previsão de investimentos de R$ 3,2 trilhões na matriz energética para os próximos 10 anos, o Ministério de Minas Energia apresentou o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2031.

Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada àquela Pasta, traz uma visão integrada para os diversos segmentos energéticos projetando uma recuperação econômica do país, para o que será preciso se produzir mais energia.

Paulo César Magalhães, secretário de Planejamento e Desenvolvimento de Minas e Energia, disse em evento oficial que o país expandirá em 30% sua matriz energética até o fim desta década. Os percentuais variam de acordo com a fonte consultada, mais estes são bem aceitos: atualmente o Brasil utiliza 83% de sua matriz com fontes renováveis, muito acima da média mundial (estimada em 25%). Além da hidrelétrica (64,9%), por aqui temos o uso do gás natural (9,3%), eólica (8,6%), biomassa (8,4%), carvão (3,3%), nuclear (2,5%), derivados de petróleo (2%) e solar (1%).

Observe que nestas descrições não há referência sore o mar diretamente, embora uma parcela bem pequena da eólica deva passar pelo oceano, que também produz energia pelo movimento das marés e das ondas – de forma limpa e, portanto, sustentável. Calcula-se que a ondomotriz ofereça entre 15 a 20 vezes mais disponibilidade de energia que a solar e a eólica por metro quadrado, além de ser totalmente previsível.

Sobre oceano, não custa lembrar que a Marinha do Brasil trata o Atlântico de Amazônia Azul, dado o seu grande potencial de riqueza (energética, entre outras), e já reivindica junto à Organização das Nações Unidas (ONU) o aumento do território brasileiro dos atuais 3,6 milhões de Km2 para 5,7 milhões de Km2.


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SOLAR

Segundo o mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), esta fonte alternativa acaba de atingir a marca de 10 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados, fachadas e pequenos terrenos de residências, comércios, indústrias, produtores rurais, prédios públicos no Brasil. Para efeitos de comparação – diz a associação –, isto equivale a 71,4% da capacidade da usina hidrelétrica de Itaipu…

OCEANO

Lançada a edição online na última sexta-feira, a Revista RI (Relações com Investidores, parceira do Portal Acionista) circulará nesta semana também no formato impresso. Matéria de capa tem o título “Economia Azul: Um Mar de Oportunidades Sustentáveis para o Brasil”.

CONSELHO

O vai e vem de nomes para a sucessão da Petrobras, na presidência executiva e do Conselho, foi acompanhada paripassu pelo mercado. Resolvida esta questão, agora vem a importante eleição do Conselho Diretor cujo integrante Márcio Weber deverá ser confirmado na presidência.

Dos indicados da União, quatro estrearão a cadeira em uma vistosa sala do singular edifício na Av. República do Chile, 65, Rio de Janeiro. São eles José Mauro Coelho, Carlos Lessa Brandão, Eduardo Karrer e Luiz Henrique Carolli. Outros quatro, também indicados pelo governo, são Márcio Weber, Murilo Marroquim, Ruy Schneider e Sônia Villalobos, perfazendo oito membros de um total de 11 no órgão máximo da companhia.

A Assembleia Geral Ordinária (AGO) para sufragar os nomes está marcada para o próximo dia 13.

INCLUSÃO

Já faz algum tempo que o mercado passou a conviver com uma modalidade de investimento chamada, genericamente, de “fundos muçulmanos”. Explica-se: são fundos que rejeitam ativos derivados da indústria de cigarros, bebidas e entretenimentos considerados imorais.

Agora, com a onda ESG batendo forte, será comum ouvir-se sobre Inclusão e Diversidade. Por falar nisso, o UBS já estrutura seu fundo inclusivo. Como se vê, a pauta ESG vai (muito) além de uma mera oportunidade de negócio para as companhias e investidores.

SPACS

A B3 informa a realização de estudos sobre as SPACs (Special Purpose Acquisition Companies) e elaboração de relatório com considerações sobre sua implementação no Brasil e no mundo. Objetivo, segundo a Bolsa, é “conectar, potencializar e viabilizar o desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro” com mais este instrumento.

SPACs são companhias que abrem capital, sem operação própria, com o propósito de adquirir participação em uma ou mais sociedades operacionais. A estratégia consiste em captar recursos no mercado por meio de IPO e reservá-los em uma conta bancária separada (como escrow ou trust accounts), enquanto o sponsor(ou patrocinador) procura por uma sociedade que possua potencial de crescimento e pretenda se tornar uma companhia aberta, dentro de um prazo pré-determinado, que geralmente gira em torno de 18 a 24 meses contados do encerramento da oferta.

“A B3 vem conduzindo estudos sobre o tema há algum tempo, pois acredita que as SPACs têm o potencial de captar valores significativos e se tornar uma nova via de acesso ao mercado de capitais para as empresas”, explica Flavia Mouta, diretora de Emissores da B3.

Fonte: Acionista.

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