saneamento basico

60% dos municípios da região tratam menos de 70% do esgoto produzido

Sessenta por cento das cidades das regiões de Piracicaba (SP) e Campinas(SP) fiscalizadas pela Agência Reguladora PCJ tratam menos de 70% do esgoto que produzem, segundo levantamento realizado pela reportagem da EPTV no banco de dados da instituição. Em seis municípios, a situação é ainda mais complicada: Cordeirópolis (SP), Artur Nogueira (SP), Cosmópolis (SP), Rio das Pedras (SP), Monte Alegre do Sul(SP) e Rafard (SP) sequer têm tratamento de esgoto.

Nesta segunda-feira (30), com o início das operações da Estação Bela Vista, Piracicabaalcançou a capacidade de tratar 100% dos dejetos domésticos coletados, o que coloca a cidade como exemplo de eficiência em saneamento na região. Mas para garantir a qualidade dos rios que abastecem o interior paulista, o tratamento de esgoto precisa ser ampliado em todos os municípios.

“Havia um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre as prefeituras e o Ministério Público que previa 100% de esgoto tratado na região até o final de 2014, mas os municípios conseguiram empurrar o prazo para 2016”, disse Carlos Gravina, diretor técnico da Ares PCJ, que desde 2010 fiscaliza o saneamento nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

A necessidade de uma política conjunta para o tratamento de esgoto regional, de acordo com Gravina, pode ser ilustrado com a situação do Rio Piracicaba. “O manancial nasce da junção dos rios Jaguari e Atibaia. Até Piracicaba, recebe água de cidades como Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste, Sumaré e Americana, que têm índices baixos de tratamento de esgoto. Isso interfere no resultado final, já que os dejetos seguem adiante com o rio”, explicou.

Sumaré
Em Sumaré (SP), por exemplo, há duas estações em operação que tratam, conforme pesquisa da Ares PCJ, apenas 12% do esgoto produzido. Em nota, a Prefeitura informou que outras estações serão colocadas em funcionamento em breve, mas ainda não será suficiente para atender todas as casas. A população reclama, pois paga tanto pelo fornecimento de água quanto pelo tratamento de esgoto.

Fonte: G1

Veja mais: http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/12/60-dos-municipios-da-regiao-tratam-menos-de-70-do-esgoto-produzido.html

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