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A América Latina está “preparada” para enfrentar o ebola

Silvia Ayuso, El País

O primeiro diagnóstico de ebola nos Estados Unidos demonstrou esta semana que a epidemia que está causando estragos no oeste da África pode chegar, apesar dos esforços para contê-la, a lugares remotos, sobretudo na era da globalização e das viagens constantes de um ponto a outro do planeta. Apesar de a América Latina não ser a priori o destino de pessoas oriundas dos países mais afetados, o fato de receber numerosos turistas de todo o mundo exige que não se baixe a guarda.

O doutor Marcos Espinal, da Organização Panamericana de Saúde (OPS), dá um exemplo prático: “Um caso hipotético é o de alguém de qualquer nacionalidade que esteja trabalhando na Libéria e seja infectado, depois volte a seu país sem se dar conta. Cinco dias depois, parte para férias planejadas em uma praia da América Latina. Pode ir, entrar sem problemas porque não tem sintomas (o ebola tem um período de incubação de até 21 dias nos quais pode não demonstrar sinais de contágio) e cinco dias depois, na praia, desenvolve os sintomas. E pode ser ebola, é claro”.

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