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Brasil é escolhido como sede para plano global contra lixo plástico

Brasil é escolhido como sede para plano global contra lixo plástico

Iniciativa prevê investimentos de longo prazo, novas regras para embalagens e maior participação de empresas no financiamento da reciclagem

Escolheram o Brasil como ponto de partida de um ambicioso plano internacional de enfrentamento da crise do plástico, que é um dos maiores desafios ambientais do século. Liderada pela inglesa Fundaçção Ellen MacArthur, que esteve no Brasil recentemente.

Além do tamanho continental do Brasil, que já é um desafio. A escolha do país decorre da liderança alcançada no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, no último ano. Entre elas, a COP-30.

Implementação começa pelos municípios

O trabalho começa pelos municípios e só depois de demonstrada a eficiência, passa a ser escalonável para os estados. Trata-se de um processo que envolve diálogo com as empresas, cooperativas de catadores, recicladores e governos.

A proposta é instalar a tão falada (e pouco praticada) economia circular — um sistema que elimina resíduos desde a origem, mantém materiais em uso e reduz a pressão sobre recursos naturais.

A estratégia, segundo Opsomer, tem três eixos: eliminar plásticos desnecessários, redesenhar embalagens para facilitar a reciclagem e estruturar sistemas eficientes de coleta e reaproveitamento.

Na prática, substitui itens de uso único com baixo valor — como canudos e embalagens descartáveis — por alternativas reutilizáveis, além de repensar o design de produtos, sim, porque eles influenciam muito na reciclagem.

Por exemplo, as garrafas transparentes rendem mais dinheiro aos recicladores do que as coloridas, pois exigem menos custo para serem reaproveitadas.

Por outro lado, é conhecido o poder das cores em chamar a atenção do consumidor. Enfim, uma garrafa vermelha se destaca mais do que uma translúcida.

“Portanto, para que ninguém seja prejudicado nas vendas, é importante que todo o setor mude as regras”, explica o especialista, que já dá a ideia do tamanho do desafio.

Já embalagens complexas, como as de salgadinhos com múltiplas camadas de materiais, seguem sendo um obstáculo técnico para a reciclagem. Para isso, será necessário conseguir um acordo entre empresários para que aconteça uma mudança geral.

Fonte: Veja


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