Projeto “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES) é financiado pela Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), do governo da Alemanha.
Ademais, prevê implementação de cinco anos com foco em políticas públicas, capacitação, projetos-piloto e investimentos em pequenas e médias empresas.
No Brasil, os coordenadores do projeto a nível federal são os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) implementa o projeto em parceria com o grupo Adelphi e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
O projeto de cooperação internacional “Ação climática e de biodiversidade por meio de soluções de economia circular” (CB-ACES) foi lançado no Brasil no dia 26 de fevereiro, uma quinta-feira. O evento ocorreu no escritório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em São Paulo (SP).
A Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente da Alemanha (BMUKN), financia o projeto. Além do Brasil, o CB-ACES também será implementado no México e na África do Sul.
O projeto aborda temas transversais importantes. Entre eles estão a mitigação da mudança climática, a conservação da biodiversidade, a igualdade de gênero, a inclusão social e a transformação digital. Além disso, a iniciativa também considera cadeias globais de suprimentos alinhadas às normas ambientais.
No Brasil, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) coordenam o projeto em nível federal.
Já a implementação ocorre por meio da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO). Com isso, a entidade atua em parceria com o grupo Adelphi Global e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
O evento marcou a apresentação oficial do projeto aos parceiros institucionais brasileiros. Além disso, funcionou como um espaço inicial de engajamento durante a fase preparatória. Na ocasião, participaram representantes do Governo Federal, associações industriais, empresas, setor financeiro, academia e organizações da sociedade civil.
Economia circular impulsiona ação climática e biodiversidade em novo projeto internacional no Brasil
Na abertura, a Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, destacou a circularidade como parte da agenda de modernização industrial:
“Economia circular é produtividade, inovação e descarbonização ao mesmo tempo. A nossa prioridade é transformar esse conceito em instrumentos e oportunidades concretas para as cadeias produtivas brasileiras”, disse Julia Cruz.
O Secretário Nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA, Adalberto Maluf, reforçou o caráter transversal do novo projeto:
“Quando a economia circular entra de forma mais direta nas políticas de clima e biodiversidade, ganhamos escala: reduzimos emissões, diminuímos a pressão sobre recursos naturais e protegemos ecossistemas”.
O Representante da UNIDO no Brasil, Clovis Zapata, ressaltou que o CB-ACES foi concebido para apoiar a transição verde, indo do planejamento à execução:
“O projeto combina fortalecimento de políticas públicas, capacitação e cooperação técnica com empresas, além de mecanismos para estimular investimentos. Nosso objetivo é acelerar soluções circulares com impacto, inclusive ampliando oportunidades para pequenas e médias empresas”, disse Zapata.
O projeto CB-ACES estabelece metas objetivas: desenvolver estruturas de políticas públicas integradas para a economia circular, facilitar o intercâmbio de conhecimento, estabelecer projetos-piloto com modelos de negócio sustentáveis e promover investimentos em economia circular.
Economia circular em políticas climáticas e de biodiversidade
Entre os resultados esperados, estão a adoção mais consistente do conceito de economia circular em políticas climáticas e de biodiversidade, o aumento da circularidade em setores-alvo e cadeias de valor da indústria, e a expansão de investimentos.
A iniciativa também prioriza inclusão social, com financiamento e apoio técnico a pequenas e médias empresas (PMEs).
Nesse contexto , a cooperação internacional entra como catalisadora de inovação e boas práticas. Além disso, representa a Embaixada da Alemanha no Brasil, o Adido de Assuntos Ambientais e Climáticos, Timon Lepold, reforçou a importância da parceria entre os países para alcançar resultados que beneficiem a sociedade local e sirvam como referência para outras nações:
“Apoiamos soluções que conectam ação climática e conservação da biodiversidade. No CB-ACES, esse compromisso se traduz em apoio a políticas públicas e instrumentos capazes de impulsionar investimentos verdes e cadeias produtivas mais resilientes”, disse Lepold.
Já o Gerente de Negócios de Inovação e Tecnologia do Senai, Maicon Lacerda. Destacou o papel do apoio técnico para aproximar a agenda pública da realidade das empresas:
“Vamos dar suporte ao setor privado com conhecimento aplicado e capacidade técnica para transformar diretrizes em projetos concretos, com potencial de escala e ganhos para a produtividade industrial”.
A programação do evento de lançamento incluiu grupos de trabalho com participantes presentes no local. O objetivo foi identificar desafios e oportunidades do setor. Além disso, os participantes avaliaram dados disponíveis, mapearam setores da indústria com maior potencial para projetos-piloto e discutiram mecanismos de financiamento verde.
Dessa forma, as contribuições obtidas deverão orientar os próximos passos da fase preparatória do projeto.
Durante apresentação técnica sobre o CB-ACES, o Especialista em Desenvolvimento Industrial da UNIDO Matthias Pfaff detalhou a estrutura do projeto e seus eixos de trabalho.
Por fim, segundo o especialista, a fase preparatória combina um diagnóstico de base, análises de riscos ambientais e sociais. Ademais, novas consultas a partes interessadas sobre lacunas setoriais, resultando em um roteiro de implementação do projeto.
“Nossa prioridade agora é consolidar diferentes contribuições em um design robusto do projeto: definir marcos institucionais, estruturar um portfólio de projetos-piloto e preparar propostas ‘financiáveis’, engajando instituições financeiras que ampliem investimentos em economia circular”, explicou Matthias Pfaff.
Fonte: Brasil.un
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