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Campinas/SP tem maior perda de água em cinco anos e volume enche seis vezes a Lagoa do Taquaral, diz levantamento

A empresa alega que, entre 2017 e 2019, o índice de perdas (IPD) na distribuição passou de 20,9% para 20,5%, o que demonstra estabilidade do sistema. Neste caso, entretanto, são contabilizados no cálculo os volumes de “perdas não físicas”, decorrentes, por exemplo, de ligações clandestinas e erros de leitura.

Uma das explicações para o aumento do desperdício está associada à alta na demanda de consumo, uma vez que o acréscimo na quantidade produzida gera reflexos em perdas. A Sanasa destaca que o aumento populacional e o desenvolvimento econômico do município influenciam os resultados.

Consumo médio mensal (litros)

  • 2017 – 6.494.731.000
  • 2018 – 6.525.301.000
  • 2019 – 6.691.579.000
  • Variação 2017-2019: 196.848.000

Estrutura (ligações)

  • 2017 – 342.454
  • 2018 – 348.760
  • 2019 – 355.923
  • Variação 2017-2019: 13.469

A Sanasa defende ainda, em nota, que mantém uma série de ações para combater perdas desperdício dos recursos (confira itens abaixo) e a meta é reduzir o índice de perdas na distribuição para 15%.

  • Pesquisa de vazamentos não visíveis;
  • Controle de pressão no sistema de distribuição
  • Controle de nível em reservatórios
  • Manutenção corretiva das redes e ligações
  • Ações de substituição de redes e ligações de água, que, segundo a empresa, será intensificada com obras previstas em contrato para substituição de 423 km de redes e 35.730 ligações;

Chuvas abaixo da média

Se a quantidade de água perdida aumentou na cidade, por outro lado, o volume de chuvas ficou abaixo da média histórica em oito de 11 meses deste ano – com exceção para abril, julho e novembro. Os dados são da pesquisadora Ana Ávila, do Centro de Pesquisas Meteorológicas da Unicamp (Cepagri).

“Os sistemas de verão atuaram de forma menos intensa. Não há um motivo, isso pode acontecer […] Agora em outubro, as chuvas ficaram abaixo da média pois houve retardo. Isso vem ocorrendo mais frequentemente nos últimos anos, está mudando”, explica a especialista.

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Fonte: G1.

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