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Resíduos de construção

Distrito Federal adota gestão sustentável dos resíduos da construção

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Responsável por 60% do material sólido, o setor terá que seguir regras mais rígidas de descarte.

O meio ambiente agradece quando resíduos são descartados de forma correta. Com a cidade em obras, mesmo diante dos desafios impostos pelo coronavírus, fazer com que os materiais sejam aproveitados ou aterrados colabora para a sustentabilidade. É com esse objetivo que o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Obras, publicou a Portaria nº 25/2021, orientando empresas contratadas para obras públicas a fazerem o manejo correto dos resíduos.

No caso da construção civil, falar em obras é tratar de grandes volumes. Aqui no DF, 4,5 toneladas de resíduos são levadas diariamente para a Unidade de Recebimento de Entulhos (URE). O espaço, gerenciado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e instalado na área do antigo Lixão do Estrutural, é o local adequado para tratar o material recebido, que vai desde tijolos e blocos de cerâmica a gesso, metais, madeiras, tubulações e plásticos. Lá, todo esse volume é transformado e reciclado para ser utilizado em obras públicas. Quando isso não é possível, o material é aterrado.

O que o GDF busca com a portaria é organizar e gerenciar da melhor forma esses resíduos. Afinal, eles retornam para a população em pavimentações, calçadas, bancos para praças, entre outros itens.

 

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A norma publicada pela Secretaria de Obras determina às empresas elaborar e implementar planos de gerenciamento de resíduos da construção civil. Isso significa que elas devem segregar todo o material que produzem e classificá-lo de acordo com as regras previstas pelo SLU. Depois, é preciso encaminhar tudo à URE, onde serão pagos valores para que o governo fique com esse material e lhe dê a destinação correta.

O texto também prevê a reciclagem dos materiais e seu reuso na própria obra em andamento, como estratégia para um melhor gerenciamento dos resíduos. De acordo com o dispositivo, as empresas devem ainda comprovar, mediante a apresentação de documentos, a destinação correta dos restos da obra por meio do Controle de Transporte de Resíduos (CTR).

A medida é elogiada por quem atua no setor. Diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), Luciano Alencar aponta evolução do DF no tema.

“Brasília tem melhorado a gestão de resíduos sólidos. Vale lembrar que mais de 60% do volume dos resíduos são, no geral, provenientes da construção civil. Com o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, nós avançamos, porque o Estado passa a ter planos e metas definidas. O plano só traz coisas positivas, porque leva o empresário a pensar na obra como um todo. Quando ele fizer um projeto, terá que pensar para consumir menos resíduos possíveis e aproveitá-los”, explica.

Luciano Alencar reforça que a gestão dos resíduos é um dos pontos essenciais para uma obra ser classificada como sustentável. Além disso, devem ser observadas outras questões, como o cuidado com ruídos, tráfego, atmosfera, erosões e a saúde dos colaboradores.

Fonte: Agência Brasília[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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