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Empresas públicas de saneamento têm problemas financeiros e são incapazes de investir, diz pesquisador do Trata Brasil

O Instituto Trata Brasil publicou o estudo ‘Benefícios da Expansão do Saneamento Brasileiro’, feito em parceria com o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável.

O estudo contempla os principais setores econômicos e sociais que seriam beneficiados com a expansão dos serviços de saneamento pelo Brasil, além de estimar quanto o país ainda precisa gastar para atingir a universalização prevista para 20 anos. A pesquisa é uma atualização da mesma publicada em 2009 pelo Instituto Trata Brasil.

Na edição de 2014, há uma atualização dos números em relação ao previsto há cinco anos. No contexto mundial, o Brasil ocupa a 112º posição num ranking de saneamento entre 200 países. A pontuação do Brasil no Índice de Desenvolvimento do Saneamento – um indicador que leva em consideração a cobertura por saneamento atual e sua evolução recente – foi de 0,581 em 2011. O índice brasileiro é inferior não só às médias da América do Norte e da Europa, mas também às de alguns países do Norte da África e Oriente Médio, povos de renda média bem mais baixa que do Brasil. Equador (0,719), Chile (0,707), Honduras (0,686) e Argentina (0,667) registraram índices muito superiores ao do Brasil em 2011. Para Fernando Garcia, pesquisador do Instituto Trata Brasil, o Brasil ainda está em um estado precário de acesso ao saneamento.

Segundo ele, uma média de 25 milhões de moradias ainda não tem acesso à coleta de esgoto e água tratada. O professor explicou que um dos maiores problemas do saneamento hoje é a falta de tratamento do esgoto. O pesquisador informou que os estados brasileiros onde mais houve investimento foram o Mato Grosso do Sul e Goiás. Em contrapartida, os estados em que menos se investiu foram os do Norte do país e o Maranhão. Fernando Garcia disse que não há falta de recursos para investimento, mas, o que acontece é que, em muitos casos, as empresas públicas do setor não tem saúde financeira e portanto não conseguem gerir da forma correta os recursos para investimento.

Fonte: CBN
Veja mais: http://cbn.globoradio.globo.com/programas/jornal-da-cbn/2014/03/19/EMPRESAS-PUBLICAS-DE-SANEAMENTO-TEM-PROBLEMAS-FINANCEIROS-E-SAO-INCAPAZES-DE-INVESTIR.htm#ixzz2wQolfWp6

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