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Entrada de água no Cantareira cai pela metade, segundo Sabesp

A entrada de água no Sistema Cantareira caiu pela metade em abril em relação a março, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), mostrando que o período seco já começou de forma intensa para o sistema que abastece 5,4 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
A redução drástica da vazão (entrada de água) acontece após dois meses de chuvas acima da média que trouxeram otimismo às autoridades e fizeram a Sabesp afirmar que um rodízio não deveria ser necessário.

A vazão afluente é a quantidade de água que entra no sistema pelas chuvas e pelos rios que abastecem as represas. Em abril, a vazão é de 20,75 m³/s, menos da metade dos 42,59 m³/s de média registrados em março, segundo dados da Sabesp de quinta-feira (16).

A diminuição da entrada de água ocorre todos os anos em abril, em razão do fim do verão. Em 2015, porém, essa redução foi mais expressiva, de 51,2% é muito maior do que a média de 27,6%.

A “seca” de abril é maior também do que a média de abril, já que a vazão esperada para o mês é de 47,9 m³/s. A vazão é também menor do que a verificada em 1953, o segundo ano mais seco da história. Em abril daquele ano, a vazão foi de 34,6 m³/s, dois terços maior do que a atual.

Um dos dados que ajudam a explicar essa redução é a falta de chuvas. A precipitação nas represas em abril até agora foi de 15,7 milímetros, apenas 17,4% do esperado para o mês.
Apesar dos números ruins de abril, o Sistema Cantareira tem conseguido manter o nível há sete dias em 19,9% da capacidade.

Já uma nova medição que passou a ser divulgada na quinta pela Sabesp em atendimento a uma decisão judicial que determinou que a companhia só considere que o sistema tem nível positivo quando recuperar totalmente o volume morto indica que o nível está em -9,3.

O volume morto compreende 287,5 milhões de litros que ficavam abaixo das bombas de captação e que tiveram de ser usados de forma emergencial no ano passado. Apenas parte dele foi recuperado, o que mostra que a situação ainda é crítica.

A Sabesp diz que as chuvas acima da média dos meses de fevereiro e março contribuíram para diminuir a probabilidade de um possível rodízio, mas que “essa situação ainda não está descartada”. “Caso seja inevitável a implantação do rodízio, a população será avisada com antecedência suficiente para se preparar”, informa a companhia.

Ações

O Sistema Cantareira não tem queda de nível desde o dia 1º de fevereiro. A Sabesp afirma que isso se deve a ações que têm sido realizadas e que estão permitindo à companhia retirar do Cantareira 13,55 m³/s, menos do que os 20,75 m³/s que estão entrando no sistema.

O manejo da tubulação, por exemplo, diminuiu o número de consumidores atendidos pelo Cantareira de 9 milhões, no começo de 2014, para 5,4 milhões em abril deste ano. Além disso, a Sabesp intensificou as manobras de redução de pressão, que consistem no acionamento de válvulas que interrompem o fornecimento de água em horários de menor uso para diminuir, assim, as perdas ao longo da rede. Outra medida adotada foi o bônus de até 30% para quem conseguiu economizar na conta de água.

 
Fonte: G1

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