saneamento basico
residuos

Gestão de resíduos sólidos ainda é desafio

Agosto é o mês que marca os dez anos da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída pela lei nº 12.305, de 02 de agosto de 2010, que reúne o “conjunto de princípios, objetivos, instrumentos, diretrizes, metas e ações adotados pelo governo federal, isoladamente ou em regime de cooperação com Estados, Distrito Federal, Municípios ou particulares, com vistas à gestão integrada e ao gerenciamento ambientalmente adequado dos resíduos sólidos”.

No entanto, apesar de ser uma legislação considerada bastante atual e mesmo após este período, a gestão dos resíduos sólidos continua sendo um desafio para os administradores públicos. Para apoiar o desenvolvimento das melhores soluções para esse problema, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) tem fomentado essa discussão.

“Apesar de já haver instrumentos importantes para enfrentar as principais dificuldades ambientais, sociais e econômicos advindas do manejo inadequado dos resíduos sólidos, ainda há muito o que progredir”, destaca o Gerente do Crea-PR Regional Apucarana, Engenheiro Civil Jeferson Antonio Ubiali.

“Entre as diversas metas a serem alcançadas no contexto da legislação, ainda estão a eliminação e recuperação dos lixões, bem como a redução, reutilização e reciclagem dos descartes, entre outras, com o objetivo de reduzir a quantidade de resíduos e rejeitos encaminhados para disposição final condizente com as normas ambientais”, aponta o Engenheiro Ambiental Alcides Pascoal Junior, presidente da Associação dos Engenheiros do Vale do Ivaí (Asseavi).

“Nesse contexto, cabe aos municípios promover programas e ações que visam atingir tais metas. Porém, a previsão de gastos é alta para os cofres públicos, uma vez que dependem de infraestrutura, maquinários e pessoal para que se obtenha bons resultados. Os valores ultrapassam o orçamento dos municípios se forem executados com recursos da arrecadação local, como IPTU e taxa de lixo”, comenta. Assim, as localidades dependem de programas fomentados pelas esferas nacional e estadual, como aconteceu com o município de Ivaiporã, que teve projeto aprovado no final de 2019 pelo Ministério do Meio Ambiente, para a execução do Programa Nacional Lixão Zero do Governo Federal.


LEIA TAMBÉM: DESTINAÇÃO CORRETA DE RESÍDUOS GARANTE ECONOMIA E IMPACTO SOCIAL


Recursos para Melhorias

Entre os 57 municípios do Brasil que foram contemplados com recursos, Ivaiporã conta com o total de R$ 3.893.732,81 para executar melhorias no aterro sanitário (retroescavadeira e trator de esteira), caminhões para a coleta seletiva, balança rodoviária, equipamentos para realizar compostagem, material para campanhas educativas, além de contratação de empresa de consultoria ambiental para assessorar na execução do programa, cujo responsável técnico é um Engenheiro Ambiental.

O Crea-PR destaca que o envolvimento de Engenheiros Ambientais nesta execução do programa é fundamental para atingir os resultados esperados, que são a destinação somente de rejeitos no aterro sanitário, além da criação de emprego, renda e fontes de negócios para cooperativas de catadores.

Crea-PR

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná, criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais das áreas das engenharias, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de orientação e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento.

Fonte: TN Online.

Últimas Notícias:
Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Empresas de saneamento cogitam suspender fluoretação da água com alta no preço do flúor

Há quatro meses o estreito de Ormuz continua fechado por conta da guerra no Oriente Médio. O aumento consequente no preço do petróleo e o efeito cascata resultante nos diversos produtos que envolvem o recurso na produção levaram a uma disparada no valor de insumos e materiais usados nos setores de infraestrutura, rodovias e saneamento, chegando a até mesmo afetar a qualidade da água que abastece as casas.

Leia mais »
Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

Após crise, Aegea convoca capitalização de até R$ 2,1 bi

A Aegea planeja fazer um aumento de capital entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2,1 bilhões, como forma de reduzir sua alavancagem financeira, que está próxima dos limites de endividamento da companhia. Além disso, a convocação dos sócios para a capitalização, divulgada na terça-feira (7), ocorreu em meio à crise da empresa junto ao mercado financeiro.

Leia mais »