saneamento basico

Iema/ES aplica dez multas à ArcelorMittal por poluição

Cada multa tem o valor de R$ 270 mil, totalizando R$ 2,7 milhões em multas ambientais

Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) multou a ArcelorMittal em R$ 2,7 milhões por emissão emissão de poluentes no ar. Foram 10 autos no valor de R$ 270 mil cada. A empresa foi notificada nesta quarta-feira (17). Somada a penalidade emitida pela prefeitura da Serra, no último dia 12,a empresa já recebeu um total de R$ 11,7 milhões em multas este mês. As medidas são consequência da reclamação de moradores do bairro Praia de Carapebus, que ha semanas vinham recebendo uma “chuva” de poeira fina e brilhante.

Leia também: Empresa de saneamento é interditada após denúncia de lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Doce/ES

Pó preto: mais gente atendida por doença respiratória em bairros da Serra

Por nota, o Iema informou que visitou a empresa na dia 2 de julho. No local, os técnicos observaram várias irregularidades dentre elas:

– Falha no sistema de drenagem em diversas áreas de disposição de resíduos

– Via de tráfego não umectada, causando ressuspensão do material particulado acumulado

– Emissões fugitivas de material particulado para a atmosfera sem tratamento;

– Eficiência reduzida no sistema de transporte de coque – tipo de combustível – por correia transportadoras, emitindo livremente material particulado para a atmosfera; entre outras.

ASSUSTADOR

Como o Gazeta Online noticiou na semana passada, desde maio, a “chuva” de pó preto com partículas brilhantes tem assustado moradores da Serra. Muitos se preocupavam com a questão da saúde, pois não sabiam do que se tratava o material. A “chuva” era mais visível de madrugada, segundo os moradores. O município diz que houve aumento na procura por serviços de saúde de pessoas com problemas respiratórios relacionados à inalação de partículas.

Poeira preta que atinge o bairro Praia de Carapebus, na Serra.

No início do mês, tanto a comunidade de Praia de Carapebus quanto a empresa foram vistoriados por técnicos do Iema e da prefeitura da Serra. Também houve reclamações sobre poluição nas localidades de Cidade Continental e Novo Horizonte. Os três bairros fazem divisa ao norte com o Complexo de Tubarão, onde opera a ArcelorMittal Tubarão.

Durante visita à empresa, em 2 de julho, segundo a prefeitura da Serra, foi constatada e comprovada a presença do mesmo tipo de material, minério de ferro misturado com carvão, tanto nas residências quanto nas dependências da empresa. Também foi identificada nos dois pontos a presença de carepa. A carepa é um material retirado do aço laminado a quente antes que ele seja usado em outros processos.

A explicação 

Esse co-produto (a carepa) é um dos componentes do que a ArcelorMittal chama de briquete (um prensado de co-produtos). Em comunicado enviado na quarta-feira (17), a empresa disse que “possivelmente” o pó brilhante veio do peneiramento desses briquetes e que “ lamenta eventuais incômodos causados à comunidade de Praia de Carapebus”.

No mesmo documento, a ArcelorMittal explicou que o local onde é produzido o briquete – prensado de materiais que “sobram” da produção da empresa, incluindo a carepa – estava em parada programada para obras de investimentos ambientais. Essa paralisação teria ocasionado uma maior concentração de partículas finas, o que levou a uma necessidade de peneiramento maior para que os materiais fossem reciclados internamente.

A empresa afirma que, diferente do que foi divulgado pela prefeitura da Serra, o briquete, que contém carepa, não é material perigoso. “Esclarece que todos os componentes do briquete, incluindo a carepa, são classificados como não perigosos, de acordo com laudos emitidos por laboratório independente, seguindo norma da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).”

Fonte:  Gazeta Online.

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »