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Manaus entre as 20 piores do País em saneamento

A capital amazonense caiu dez posições e está entre as 20 piores cidades em saneamento básico do País, segundo o Ranking do Saneamento divulgado pelo Instituto Trata Brasil, que avalia as condições de saneamento básico em cem municípios brasileiros com mais de 250 mil habitantes.

Entre os itens analisados, o percentual de oferta de água, coleta e tratamento de esgoto à população, em relação a publicação de 2013, contribuiu para que a capital caísse da 72ª para 82ª colocação.

Para atingir a meta estabelecida no levantamento, Manaus precisa realizar mais de 330 mil ligações de esgoto e 25 mil ligações de água nas próximas duas décadas, segundo cálculos do instituto.
Embora esteja entre os 20 piores municípios avaliados, a capital é a única, segundo a metodologia adotada pelo instituto, que pode alcançar a meta até 2033, se a gestão pública mantiver o padrão de evolução de atendimento apresentado no ano da pesquisa: 2012.
Pouco abastecimento
Conforme o levantamento, em relação ao tratamento de esgoto Manaus foi avaliada com nota 0,69 – a nota máxima nesse item é de 2,5. Segundo os indicadores da pesquisa, 27,5% da capital tem acesso à rede de tratamento de esgoto.
De toda a água consumida, conforme o estudo, apenas 24,33% recebia coleta e tratamento de esgoto no período da pesquisa.
Desde 2009, o Instituto Trata Brasil elabora o ranking que avalia as condições de saneamento básico. São analisados critérios como rede de fornecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto.
Do total arrecadado com o serviço de água e esgoto, R$ 231 milhões, 0,20%, segundo o estudo, foi investido para ampliar o saneamento básico na capital.
A concessionária responsável pelo serviço, a Manaus Ambiental, justificou que no período de realização do levantamento a empresa havia assumido há pouco tempo o controle das operações de fornecimento de água.
De acordo com o presidente da concessionária, Alexandre Bianchini, Manaus conta com 39 estações de tratamento de esgoto, no entanto, a adesão da população para efetuar a ligação de esgoto é pequena.
O usuário precisa solicitar a interligação à rede, mas só alguns poucos bairros da cidade dispõem de rede de esgoto.
Empresa quer cumprimento de lei federal
O presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, disse que é preciso aplicar a Lei Federal 11.445/2007 para garantir 330 mil ligações de esgoto. A norma obriga a ligação das residências à rede de esgoto.
“A adesão da população a esta medida é muito baixa. Na última campanha de adesão realizada no Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), aproximadamente 3% da população foram incluídas na rede. Quem não se conecta à rede de esgoto está cometendo um crime ambiental”, disse.
Para Bianchini, o crescimento desordenado dos bairros na capital foi responsável pela baixa abrangência do sistema de tratamento de esgoto. Ainda segundo o presidente da concessionária, todos os novos condomínios de moradia popular dispõem de sistema de coleta e tratamento de esgoto.
Conforme Bianchini, as 25 mil ligações de água potável que precisavam ser realizadas em 2012, segundo o relatório do Trata Brasil, não refletem a situação atual.
Para ampliar as redes de coleta e tratamento de água e esgoto, a Manaus Ambiental pretende investir R$ 800 milhões em 10 anos. Desse valor, R$ 600 milhões serão para ampliação da coleta e do sistema de esgoto.
Bianchini disse que para atingir cerca de 60% da meta nos próximos 10 anos mais cinco grandes estações serão construídas. “A cidade, hoje, já está com praticamente 100% do abastecimento de água. Em esgoto, estamos chegando próximo a 25% de tratamento e, nos próximos 10 anos, deve ter 60% do esgoto tratado”, garantiu.
Fonte: d24am.com (Gisele Rodrigues)
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