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Mesmo em crise, Gerdau mantém projeto em Minas Gerais

Ao som do bandoneón do compositor Rufo Herrera e em meio às esculturas de aço de Ricardo Carvão no MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal na praça da Liberdade, em Belo Horizonte –, a Gerdau celebrou no último dia 8, o Dia Nacional do Aço, mesmo em tempos de mercado desafiador, como o diretor industrial da usina Ouro Branco, Carlos Hamilton Pimenta, 50, define o momento atual do setor. “Quando a gente fala do Brasil hoje, o momento é difícil, mas o que temos é a capacidade de buscar outros mercados”, diz Pimenta, referindo-se à presença da empresa em 14 países.

Na usina Ouro Branco da Gerdau – maior planta industrial da siderúrgica no mundo e que fica em Ouro Branco, na região Central do Estado –, 50% do aço produzido é exportado para Europa, Estados Unidos e Ásia, perfazendo de oito a dez países. Lá, a unidade está operando no máximo da capacidade há bastante tempo. “Se temos competitividade para exportar, a gente mantém o nosso ritmo forte de produção. Temos minério próprio a menos de 10 km de distância da usina e
temos geração própria de energia”, explica o executivo.

Investimento. O maior investimento hoje da Gerdau está em Ouro Branco, num total de R$ 3,2 bilhões (US$ 1,8 bilhão) – e que termina em 2016 – para entrar na linha de aços planos. “Estamos fazendo um processo seguinte à produção de placas e tarugos. Estamos entrando na linha que não atuávamos, a de aços planos”, conta o engenheiro mecânico.

Para isso, já foi inaugurado um laminador de tiras a quente na usina Ouro Branco, e o projeto de chapas grossas fica pronto até o fim de 2016 e início de 2017. “O próximo passo é inaugurar o laminador de chapas grossas. O laminador de tiras a quentes e o laminador acabador já foram inaugurados”, informa. Assim, a operação industrial terá a produção de aços longos, semiacabados e aços planos (bobina a quente).

De acordo com Pimenta, os equipamentos estão todos na usina Ouro Branco, onde a Gerdau está finalizando a montagem, com a obra civil praticamente pronta. “Já chegamos a picos de 10 mil pessoas na construção”, calcula.

Pimenta explica que a capacidade da planta de 4,5 milhões de toneladas/ano não vai mudar. “Na verdade, estamos manufaturando mais o produto, ou seja, agregando valor, e conseguindo atender uma diversidade bem maior de clientes”, afirma.

Há 30 anos na Gerdau, o executivo carioca conta que já havia trabalhado em Minas Gerais, em outras plantas da siderúrgica. Agora, ele está há um ano e meio à frente da operação de Ouro Branco. Quando perguntado qual é o seu plano, Pimenta responde que é “fazer o start-up bem-sucedido da parte de chapa grossa, assim como foi o de tiras a quente, que é um sucesso”.

O diretor industrial da usina Ouro Branco conta que a unidade já está atingindo a capacidade do laminador com investimento feito há muito pouco tempo. “Outro desafio importante é manter a competitividade, manter a operação full, a planta cheia. Porque a estrutura de competitividade, de custo é muito grande. O custo fixo é muito alto, então precisamos do volume para manter a competitividade”.

 

 
Fonte: O Tempo

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