saneamento basico
mpf

MPF Determina Adoção de Medidas Protetivas ao Rio Mundaú e lagoas de AL

Os municípios Murici, Santana do Mundaú, São José da Laje e União dos Palmares, deverão operacionalizar de forma eficaz o sistema de esgotamento

 

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas obteve na Justiça Federal decisão contra a União, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o Estado de Alagoas e os municípios de Murici, Santana do Mundaú, São José da Laje e União dos Palmares. A sentença garante a adoção de medidas de proteção da saúde pública relacionadas à operação do esgotamento sanitário do Complexo Estuário Lagunar Mundaú/Manguaba (CELMM), e reconhece a responsabilidade ambiental solidária dos réus.

 

A decisão judicial é resultado da Ação Civil Pública (ACP) nº 0800073-17.2017.4.05.8002, de autoria da procuradora da Rebública Niedja Kaspary. A ação, ajuizada em 2017, derivou de inquérito civil instaurado para apuração de ocorrência de desastre ecológico relacionado à mortandade de peixes e demais espécimes da fauna aquática, supostamente em razão do lançamento indevido de resíduos no rio Sumaúma.

 

Baseada nos pedidos realizados na ACP, a sentença determina que os réus coloquem em funcionamento adequado as Estações de Tratamento de Esgotos (ETE) dos municípios já mencionados banhados pelo rio Mundaú, além de fiscalizar e realizar a manutenção de todo o sistema. Ficam proibidos a continuar lançando esgoto ou qualquer outro resíduo nas redes pluviais, cursos d’água e lagoas; e a realizarem exames de balneabilidade nas águas – a serem aferidos pelos órgãos ambientais competentes e divulgados nos meios de comunicação de grande circulação local -, apontando os locais impróprios para banho.

Recuperação das áreas

 

Devem ainda dar início imediato a um projeto para a recuperação das áreas afetadas pela degradação ambiental, bem como apresentar plano detalhado de ampliação do sistema de esgotamento sanitário da região, acompanhado dos estudos necessários. Os réus terão dois anos para que todas as determinações sejam cumpridas, sob pena de multa.

 

Buscando soluções – Durante a instrução do Inquérito Civil Público, constatou-se que diversos problemas ambientais que atingiam o rio Mundaú e o complexo estuário eram causados pela intensa quantidade de lançamento de esgoto in natura. Em 2006, a Secretaria de Estado da Infraestrutura informou ao MPF que o estado de Alagoas estava sendo contemplado com recursos da União. Por intermédio da Funasa, os recursos foram destinados ao Projeto Alvorada para execução dos Sistemas de Esgotamento Sanitário em várias cidades banhadas pelo que rio Mundaú e pelas águas do Complexo Lagunar Mundaú/Manguaba.

 

Ao longo da apuração, o MPF buscou solucionar administrativamente a questão, inclusive expediu recomendações aos municípios. No entanto, depois de tantas tentativas, os sistemas de esgotamento sanitário das municipalidades não foram colocados em devida operação e funcionamento. A maioria não estava com as obras concluídas e, nos poucos em que a execução das obras foram finalizadas, havia um completo estado de degradação devido à falta de manutenção.

 

Fonte: Gazeta Web.

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »