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Pluviometria aumenta, mas Sistema Alto Tietê tem nova queda de volume

Apesar do aumento na pluviometria, o Sistema Alto Tietê registra queda em seu volume nesta segunda-feira (30). Segundo a  Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o volume está em 22,8%. No domingo (29), o índice era de 22,9%.

Desde sexta-feira (27) o volume está em queda. Na sexta-feira o índice registrado foi de 23%, enquanto que na quinta-feira havia sido 23,1%.

Apesar da queda, a pluviometria aumentou nesta segunda e está em 7,3 mm. O índice divulgado no domingo ficou em 0 mm. No sábado (28), a pluviometria ficou em 0,1 mm, depois de três dias sem chuva nos reservatórios.

As informações do volume foram divulgadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No sábado, a Sabesp registrou uma pluviometria de 0,1% no sistema o que não era registrado desde quarta-feira (25).

A pluviometria acumulada no mês está em 186,4 mm e a média histórica para março é de 172,4 mm. Isso representa um crescimento de 8,12%. Na mesma data de 2014, a pluviometria acumulada no mês estava em 146,3 mm. Em 2015 choveu mais no mês de março, mas no ano passado a situação dos reservatórios era melhor, com 37,4% de volume armazenado no dia 30 de março.

O ano de 2015 começou com volume armazenado de 12,1% no Sistema Alto Tietê. A elevação dos últimos meses não ocorreu apenas por causa da chuva. Obras foram feitas para aumentar a captação do Córrego Guaratuba. Além disso, no dia 14 de dezembro a Sabesp adicionou ao volume 39,46 bilhões de litros do que chamou de “reserva extra”.

Em janeiro deste ano, o volume de chuvas foi 58,7% menor do que a média histórica. Já o mês de fevereiro terminou com pluviometria 58,3% maior do que o esperado.

Em reunião com prefeitos do Alto Tietê no dia 2 de março, o secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, alertou que a perspectiva é de um trimestre seco. “O período de março, abril e maio será relativamente seco. Não há boas perspectivas climatológicas para esse trimestre. Essa generosidade de chuvas em fevereiro não deve se repetir.”

A crise hídrica afeta agricultores do Alto Tietê, que faz parte do cinturão verde do Estado. Muitos reduziram áreas de cultivo. As hortaliças ficaram mais caras. O secretário estadual de Agricultura, Arnaldo Jardim, afirmou que o mês de março será decisivo para que o governo elabore medidas direcionadas à área da agricultura e que servirão para o restante do ano.  “Março decidirá. Aquilo que será a reservação do que se consegue fazer, particularmente na Cantareira e Alto Tietê. Março ditará o nosso planejamento para o ano todo”, diz.

Medidas
Além da chuva que se intensificou em fevereiro, o Sistema Alto Tietê começou a receber 1000 litros por segundo do Rio Guaratuba, na Serra do Mar, no final de janeiro. A Sabesp iniciou no dia 14 de fevereiro obras para que o sistema também receba 1000 litros por segundo do Rio Guaió, que passa por Suzano e terá a água levada para a Represa de Taiaçupeba.

Uma lista com bairros do Alto Tietê que têm sofrido os efeitos da redução da pressão da água foi divulgada pela Sabesp.

Sistema Alto Tietê
O Sistema AltoTietê abastece 4,5 milhões de habitantes da Grande São Paulo e parte da capital. Desde dezembro de 2013, fornece água também a moradores que antes eram atendidos pelo Cantareira.

Em dezembro de 2013, a água produzida na região passou a atender parte da população que antes era abastecida pelo Sistema Cantareira, mas a medida foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin apenas em março de 2014.

Implantado no início da década de 1970, o sistema é formado por cinco reservatórios: Ponte Nova (Rio Tietê), no limite dos municípios de Salesópolis e Biritiba Mirim; Paraitinga (Rio Paraitinga), em Salesópolis; Biritiba (Rio Biritiba), no limite dos municípios de Biritiba Mirim e Mogi das Cruzes; Jundiaí (Rio Jundiaí), em Mogi das Cruzes; e barragem de Taiaçupeba (Rio Taiaçupeba), no limite de Mogi e Suzano. A água do sistema é tratada na Estação de Taiaçupeba, em Suzano.

 

Fonte: G1

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