saneamento basico
lixo-hospitalar

Especialistas defendem políticas para redução de lixo hospitalar

Hospitais afirmam que o setor está incentivando redução de resíduos e ampliação da compostagem

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 20% do lixo hospitalar gerado no Brasil é considerado perigoso, composto por contaminantes, químicos e perfurocortantes. Para avaliar o descarte desses materiais, a Comissão de Meio Ambiente da Câmara realizou audiência pública com representantes do setor.

O diretor-presidente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Roberto Filho, afirmou que as regras ambientais precisam ser respeitadas, pois do contrário os lixões serão liberados de maneira descontrolada, e ressaltou a importância da reciclagem dos resíduos.

“O ponto de partida da Política Nacional de Resíduos Sólidos para qualquer resíduo gerado no país é a segregação. Então, nós temos no momento da geração a segregação do que é resíduo, que é aquele material que tem potencial de aproveitamento, recuperação, reciclagem e tratamento, do que é rejeito que não tem essa possibilidade”, disse.

Municípios

Para o representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Marcelo Cavalcante, é necessário promover a substituição de materiais e de processos por alternativas de menor risco, como consta na Resolução 358 do Conselho Nacional do Meio Ambiente. Ele também considera a necessidade de ação integrada entre os órgãos federais, estaduais e municipais de meio ambiente, com o objetivo de regulamentar o gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde.

“Existem municípios em que a vigilância sanitária fiscaliza, que exigem o licenciamento sanitário de empresas de tratamento, mas não existe uma obrigatoriedade em norma federal. Se o código sanitário do município permitir e tiver, ele fiscaliza, mas a parte de tratamento e disposição final é no geral, quase 100% é órgão de meio ambiente local”, observou.

Reutilização

A representante da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Sandra Satiko, afirmou que o setor está incentivando políticas para reduzir os resíduos e ampliar a compostagem e reutilização.

Autor do pedido para a realização do debate, o deputado Carlos Gomes (Republicanos-RS) disse que é essencial a separação do lixo hospitalar, porque os riscos sanitários são altíssimos e o material é extremamente tóxico.

“É possível sim reduzir o custo com um plano bem feito, aumentando o índice de reaproveitamento e destinando esse material não contaminado para a reciclagem”, disse.

O parlamentar frisou também a necessidade de se incluir as cooperativas no gerenciamento dos resíduos produzidos pelos serviços de saúde, pois, na avaliação, isso pode reduzir, inclusive, custos.

Fonte: Camara.

Últimas Notícias:
Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos

Como estruturas de drenagem evitam enchentes nos centros urbanos?

Os projetos de Engenharia desempenham um papel essencial na preparação das grandes cidades para períodos de chuvas intensas. Na Grande São Paulo, obras de drenagem e intervenções em infraestrutura urbana contribuem para reduzir os impactos causados pelos temporais e ampliar a proteção de comércios, moradias e vias públicas.

Leia mais »