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Prazo para fim dos lixões no Brasil termina em 2014

Termina em 2014 o prazo final para extinção dos lixões no Brasil. As metas para a eliminação e recuperação dos lixões fazem parte das diretrizes do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionado em 2010, pelo então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e estipula que os lixões devem ser substituídos pelos aterros sanitários dentro deste prazo.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o Brasil, possui cerca de 2.906 lixões em atividade, contudo, apenas 27% das cidades do país possuem aterros sanitários e cerca de 14% dos municípios fazem a coleta seletiva do lixo. São produzidas por dia 189 mil toneladas de resíduos sólidos, mas apenas 1,4% é reciclado.

O plano ainda prevê multa para os municípios que destinarem aos aterros sanitários resíduos recicláveis e como forma de contribuir para a coleta seletiva de materiais prevê a inclusão social e a emancipação econômica dos catadores de materiais reutilizáveis.

A Importância da Logística Reversa
Uma das principais diretrizes do Plano Nacional de Resíduos Sólidos é a Logística Reversa. O plano institui que os materiais, tais como eletroeletrônicos, pneus e embalagens, devem retornar à indústria para que possam ser novamente utilizados pelo fabricante. Um dos setores da indústria que já exibe reflexos da preocupação com a gestão dos resíduos é o setor de óleos lubrificantes que conta com uma política de recolhimento ativa em diversas partes do país.

Um exemplo ativo desta iniciativa é o da Lubrificantes Fenix, empresa situada na cidade de Paulínia interior de São Paulo. A empresa criou e patenteou em 2013, um sistema de coleta que além de recolher o OLUC também armazena os resíduos sólidos contaminados pelo óleo como: embalagens plásticas, EPI´s, papéis, filtros de óleo, plásticos, lonas de filtração, filtros de cartucho, madeira, algodão, frascos de vidro, mangueiras e mangotes.

Com o novo sistema a empresa recolheu mais de 1 bilhão de litros de OLUC e 940 toneladas de resíduos sólidos em 2013. Todo esse material coletado é destinado para o coprocessamento em fornos de cimento com o aproveitamento da energia contida nestes materiais e/ou substituição das matérias-primas e operação regulamentada e licenciada por órgãos ambientais competentes.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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