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Relatório sobre Cantareira pede plano para utilização de ‘volume morto’

Um relatório divulgado nesta terça-feira (18) por um grupo técnico criado para monitorar o nível de água no Sistema Cantareira recomenda à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) um plano emergencial para utilizar o chamado “volume morto” dos reservatórios do Jacareí e Atibainha, caso os níveis de água continuem baixos e as chuvas sigam escassas até agosto.

O “volume morto” é o nome dado a um o reservatório de 400 milhões de metros cúbicos no sistema Cantareira que nunca foi utilizado porque o sistema de bombeamento não chegava a essa profundidade. No fim de semana, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que irá comprar bombas para poder tirar mais água, caso a situação da represa fique mais crítica.

O grupo técnico é formado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo(DAEE). Segundo o documento das companhias de água estadual e federal, foram traçados três cenários possíveis e o mais drástico indica que o volume útil poderá se esgotar até o fim de agosto, em um cenário de chuvas escassas até lá.

Os resultados das simulações indicam que: a) no Cenário 1, o volume útil atingido será de 17% em novembro de 2014, encerrando o ano com 21%; b) no Cenário 2, em novembro de 2014, o volume útil é reduzido a 3% chegando ao final de dezembro com 5%; e c) no Cenário 3, o volume útil se esgota ao final de agosto de 2014, requerendo, portanto, a utilização do volume morto a partir de então“, afirma o relatório.

Para a simulação deste pior cenário, foram utilizadas as médias mensais de chuva do pior ano de seca da história desde 1930, que foi em 1953.

Queda do nível
Um dia após o governador descartar racionamento de água na capital, o nível nos reservatórios da Cantareira voltou a cair nesta quarta-feira (19). Desta vez, o índice chegou a 18,2%. Nesta terça-feira (18), o índice caiu para 18,4% após ficar um dia sem queda.

Apesar da nova queda, a Sabesp não soube informar qual é o limite que o Sistema Cantareira suporta até que se deva começar um possível racionamento. Ainda segundo a Sabesp, não choveu nada na região dos reservatórios, o que agravou a situação.
A chuva é necessária no sul de Minas Gerais, em Bragança Paulista e em Vargem Grande. Formado por quatro represas, o sistema é responsável por abastecer casas de mais de 8 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Ainda de acordo com o relatório, o acúmulo de águas ocorre nos meses chuvosos, de outubro a março, e garantem o abastecimento nos períodos de estiagem. Entretanto, de outubro de 2013 e fevereiro deste ano, foram observadas vazões excepcionais nos afluentes. Em fevereiro, a vazão média afluente corresponde a 8,96 m³/s, o que equivale a apenas 14% da média histórica deste mês.

Fonte: G1
Veja mais: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2014/02/relatorio-sobre-cantareira-pede-plano-para-utilizacao-de-volume-morto.html

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