saneamento basico

Ribeirão fica fora do selo ‘Verde Azul’ e deixa de ter prioridade em repasses

Ribeirão Preto (SP) perdeu 31 posições em relação ao ano passado e ficou fora do ranking dos municípios paulistas certificados pelo selo “Verde Azul 2013”, concedido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Disputando com 587 cidades, Ribeirão ficou em 98º lugar na lista e deixará de ter prioridade a verbas do Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop) e Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) – apenas as dez primeiras colocadas, com nota acima de 80, têm direito preferencial aos repasses. A Prefeitura alega que vai recorrer da avaliação.

Lançado em 2008, o selo Verde Azul atesta a qualidade e o comprometimento das administrações municipais em desenvolver e executar políticas ambientais. As prefeituras recebem uma nota final pelo desempenho conjunto em dez diretivas: esgoto tratado, resíduos sólidos, biodiversidade, arborização urbana, educação ambiental, cidade sustentável, gestão das águas, qualidade do ar, estrutura e conselho ambiental.

Em 2013, Ribeirão Preto obteve nota 75,6, ante os 87 pontos conquistados no ano passado – a cidade ficou no 67º lugar do ranking estadual. Essa, porém, não foi pior colocação do município: na primeira edição do selo, Ribeirão ficou na 166ª posição, após receber a nota 48.

Em nota, a Prefeitura de Ribeirão limitou-se a informar que engenheiros da Secretaria Municipal do Meio Ambiente constataram que algumas avaliações estão incorretas e, “por esse motivo, a administração pretende entrar com pedido de contestação.” Os municípios podem recorrer da nota recebida até o dia 2 de janeiro.

Sete cidades premiadas
Melhor colocada na região, Santa Rosa de Viterbo (SP) conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o 3º lugar no ranking do selo Verde Azul, com nota 95. Para a chefe da Divisão de Meio Ambiente da cidade, a arquiteta e urbanista Grasiela Maria de Oliveira, a premiação é fruto de um trabalho constante de conscientização dos moradores. Grasiela cita que em 2010, por exemplo, a cidade chegou a ser a 1ª colocada na mesma lista.

Investimento é importante, essencial, mas o comprometimento é fundamental. Sem isso não se consegue nada. Não temos orçamento próprio, não temos secretaria instituída e conseguimos superar cidades grandes como Campinas e Ribeirão. É uma satisfação muito grande”, afirma a arquiteta.

Grasiela explica que, entre os trabalhos desenvolvidos na cidade, destacam-se a recuperação de mata ciliar e a preservação de uma nascente, inclusive com envolvimento dos alunos de escolas públicas, por meio de um programa de educação ambiental, em que os estudantes atuam nos locais degradados.

“Hoje, Santa Rosa tem 14,95 metros quadrados de cobertura vegetal por habitante, mas o ideal é que se tenha 20 metros quadrados. Então, essa é uma prioridade: estamos batendo de porta em porta para explicar à população a importância de se plantar uma árvore na calçada. Isso também é saúde pública. É um trabalho que ano após ano tende a evoluir”, afirma.

Além de Santa Rosa de Viterbo, Franca (SP), Barretos (SP), Sertãozinho (SP), Fernando Prestes (SP), Santa Ernestina (SP) e Pirangi (SP) também receberam o selo Verde Azul. Confira na tabela acima as cidades da região de Ribeirão Preto que estão entre as 67 melhores colocadas no Estado.

Fonte: G1
Veja mais: http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2013/12/ribeirao-fica-fora-do-selo-verde-azul-e-deixa-de-ter-prioridade-em-repasses.html

Últimas Notícias:
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »