saneamento basico

(RO) Água do Madeira está bem perto de atingir estação de tratamento de água

A administração de Abunã, distrito de Porto Velho, distante cerca de 220 quilômetros da capital, afirma que se o Rio Madeira continuar subindo, a água potável na localidade deve acabar nesta quinta-feira (20). O motivo, segundo o administrador do distrito, Lelhio Ibañez França, é que as águas do rio estão a 30 centímetros da Estação de Tratamento de Água (ETA) da região. A cota do Madeira nesta quarta-feira (19) já marca 17,81 metros, de acordo com o Corpo de Bombeiros. São 1.338 famílias afetas pela cheia histórica em Porto Velho e em mais nove distritos.

Em Abunã vivem cerca de mil famílias e pelo menos 78 já foram retiradas das residências tomadas pela água. França conta que a situação está ficando cada vez mais difícil no distrito e que já foi preciso seguir até Porto Velho para pedir alimentos para a população atingida. Ele diz ainda que na região do distrito de Velha Mutum, localidade a cerca de 100 quilômetros de Abunã, a água já cobre a rodovia que dá acesso à balsa que atravessa para o Acre. “Se a água continuar subindo, até o Acre deve ficar isolado. Ainda deve passar carros mais altos, mas os menores, não devem conseguir passar”, afirma o administrador.

Abunã possui cerca de dois quilômetros habitados e as famílias ribeirinhas atingidas estão sendo levadas para o galpão da Estrada de Ferro e igrejas do distrito. Outras para sítios que ficam na parte mais alta da região.

A estudante Glenda Bezerra, que reside em Abunã, decidiu sair do distrito com medo de ficar ilhada. “Minha casa fica na parte mais alta. Tenho medo da água subir mais e ficar tudo bloqueado. Iria perder minhas aulas e, por isso, resolvi sair”, diz a estudante.
No acesso à balsa, o administrador de Abunã diz que a pista já foi elevada, pois o Rio Madeira invadiu mais de 400 metros da rodovia. A medida foi tomada para que o tráfego não seja interrompido. “Agora a balsa ainda está operando normalmente, com mais cautela, mas ainda não está interrompido o tráfego“, diz França.

Em Fortaleza do Abunã, distrito de Porto Velho distante cerca de 260 quilômetros, onde vivem aproximadamente 500 famílias, já falta água, combustível e até alimentos. Os moradores estão com medo de a água estar contaminada porque há muitas fossas sépticas submersas.

Fonte: G1
Veja mais: http://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2014/02/agua-do-madeira-esta-bem-perto-de-atingir-estacao-de-tratamento-de-agua.html

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »