saneamento basico

Roraima é o 3º em desperdício de água

Estudo feito pelo Instituto Trata Brasil , divulgado pelo jornal paulista Estadão, apontam que Roraima é o terceiro Estado no Brasil que mais desperdiça água tratada com um percentual de 64,2%, só perdendo para Amapá, com 74,6%, e Alagoas. Com 65,7%. Na sequência aparecem o Maranhão, com 63,9%, e Acre, com 62,75.

Segundo o estudo, a elevada perda de água, com o consequente prejuízo para as empresas concessionárias – que por isso perdem capacidade de investir na ampliação do serviço – é um dos mais graves problemas enfrentados pelo Brasil na área de saneamento básico.

Em 2010, a média nacional da perda de faturamento das empresas, decorrente das chamadas ‘perdas físicas’ – vazamentos, roubos, ligações clandestinas, falta de medição ou medição incorreta do consumo de água -, chegou a 37,5%. Em números absolutos, foram R$ 12,5 bilhões. O sistema, diz o presidente do Trata Brasil , Édison Carlos, opera com apenas 62% de eficiência, arrecadando R$20,8 bilhões ao ano. A perda de arrecadação de R$12,5 bilhões supera o valor que o País investiu em água e esgoto durante um ano – R$ 9 bilhões em 2010.

Por região, a perda de faturamento foi maior no Norte (51,55%) e no Nordeste (44,93%). No Centro-Oeste foi de 32,59%, no Sudeste de 35,19% e no Sul de 32,29%. Surpresa particularmente desagradável é o índice elevado do Sudeste, por ser de longe a região mais rica do País.

O índice de perda física de água, que está na base do problema, é muito elevado, como lembra um dos coordenadores do estudo, Rudinei Toneto Júnior. Mais de um terço de toda a água produzida no Brasil é desperdiçado, enquanto nos países desenvolvidos a perda é de no máximo 10%. No Japão, o campeão em eficiência nesse setor, ela é de apenas 3%.

CAER – A Folha tentou marcar entrevista com a diretoria da Caer para tratar do assunto, mas a Assessoria de Imprensa da Companhia de Água e Esgoto de Roraima (Caer) enviou nota informando que, para combater o desperdício de água tratada, a estatal instalou mais de 27 mil aparelhos medidores de consumo de água em Boa Vista nos últimos dois anos e que mais 40 mil serão instalados a partir de 2014.

O hidrômetro é a forma mais justa de cobrar água, já que o cliente paga exclusivamente o que consumiu. No entanto, para muitos clientes que antes da medida pagavam apenas a taxa mínima de R$14,75, o aparelho pode significar um aumento significativo na conta. Além da implantação de novos aparelhos nos bairros da zona Oeste da Capital, os aparelhos com mais de 5 anos de uso foram substituídos. Depois desse período, é comum a redução da eficiência dos hidrômetros e estudos mostram que a perda pode chegar a 20%‘, diz a nota.

INADIMPLÊNCIA – A Assessoria de Imprensa da Caer não informou os números da inadimplência, mas disse que a empresa combate os débitos por meio da negociação. São oferecidas várias facilidades, como parcelamentos. As negociações podem ser feitas a qualquer tempo, independentemente de campanhas.

Os débitos podem ser negociados nas três lojas de atendimento da Caer, nos bairros São Pedro, Caranã e Pintolândia, e nos escritórios no interior. Todos os municípios e mais 22 localidades possuem agentes aptos a realizar a negociação, conforme a empresa. (RR)

Fonte: Trata Brasil
Veja mais: http://www.tratabrasil.org.br/roraima-e-o-3-em-desperdicio-de-agua-2

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