saneamento basico

Sabesp avança com Senado aprovando marco regulatório do saneamento básico

As ações da Sabesp (SBSP3) são negociadas com valorização de 1,17% a R$ 49,42 na parte da manhã desta quinta-feira na bolsa paulista.

Nesta quinta (6), o plenário do Senado aprovou um novo conjunto de regras para o saneamento básico no Brasil. O marco regulatório faz parte do PL 3.261/2019, apresentado por Tasso Jereissati (PSDB-CE) para substituir a Medida Provisória 868/2018, que perdeu a validade antes de ser votada. O projeto segue agora para a Câmara dos Deputados.

A proposta, aprovada em votação simbólica, abre caminho para a exploração privada dos serviços de saneamento. Caberá à Agência Nacional de Águas (ANA) estabelecer normas de referência para o setor, e essas regras devem “estimular a livre concorrência, a competitividade, a eficiência e a sustentabilidade econômica na prestação dos serviços”, além de “buscar a universalização e a modicidade tarifária”.

Para os defensores da ideia, um avanço que vai permitir a melhora do setor e a maior cobertura para a população. Os críticos do projeto, por sua vez, alegam que as empresas privadas vão querer operar apenas nos grandes centros urbanos, onde seria mais rentável, deixando cidades menores e mais afastadas de lado. Além disso, poderia decretar o fim das empresas públicas municipais e estaduais.

A proposta

A proposta foi aprovada graças a acordos que possibilitaram a aceitação de emendas por parte do relator, Roberto Rocha (PSDB-MA). Ele informou que recebeu sugestões de diversos senadores e procurou atender, na medida do possível, a todos, de modo a assegurar o objetivo maior da proposição: ampliar a competição no setor e atrair investimentos, “estabelecendo uma transição suave, capaz de preservar a higidez financeira das empresas estaduais”.

Ao chamar atenção para a importância da construção de um bom texto, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) lembou da má experiência da privatização do serviço em Manaus e disse que o modelo adotado pela capital amazonense não serve de exemplo para o restante do país.

— Vinte anos se passaram, e as metas continuam não cumpridas na área de esgoto, apesar de a tarifa estar sendo cobrada. Em relação ao abastecimento de água, só foi possível cumprir as metas graças a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Por essas experiências é que nós procuramos agora ajudar a elaborar um texto que atendesse não só grandes regiões com potencial econômico, mas os municípios do interior do Brasil — afirmou.

Fonte: Money Times.

Últimas Notícias:
ESTUDO DE CASO BATIMETRIA E RECUPERAÇÃO DA CAPACIDADE OPERACIONAL EM ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ESGOTO SBV Engenharia Ambiental (3)

Estudo de Caso: Batimetria e recuperação da capacidade operacional em estações de tratamento de esgoto | SBV Engenharia Ambiental

A operação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) está diretamente condicionada à manutenção de sua capacidade hidráulica efetiva que, ao longo do tempo, progressivamente é comprometida pelo acúmulo de lodo nas unidades de tratamento. Tal fenômeno representa uma das principais causas de perda de eficiência, especialmente em sistemas baseados em lagoas de estabilização e reatores biológicos de grande volume.

Leia mais »
Mercado se surpreende e lamenta com o pedido de recuperação extrajudicial do tradicional grupo de engenharia Andrade Gutierrez

Mercado se surpreende e lamenta com o pedido de recuperação extrajudicial do tradicional grupo de engenharia Andrade Gutierrez

O novo pedido de recuperação judicial feito pelas empresas do grupo Andrade Gutierrez surpreendeu e chocou o mercado da engenharia brasileira. O pedido, protocolado na 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, confirmou que esse foi um dos poucos conglomerados atingidos pelas descobertas da Operação Lava Jato que não conseguiu colocar o nariz fora da água depois de tantos desgastes e contratempos revelados.

Leia mais »