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Saneamento: Onde encontrar os recursos humanos?

Hoje temos 14 milhões de desempregados, sendo a grande maioria jovens, concentrados nas faixas mais vulneráveis e com baixo nível de escolaridade.

 

A pandemia e a consequente pressão do desemprego no Brasil têm movimentado o mercado de ensino profissionalizante, principalmente os chamados “Cursos Livres”. São aqueles que embora não necessitem ser regulados pelo MEC, têm base legal e procedimentos definidos pelo Decreto Presidencial no. 5154 de 23/07/2004. Esses cursos destinam-se aos trabalhadores, na maioria desempregados, a oferecer conhecimentos técnicos pontuais que permitam em uma curta carga-horária e baixo investimento, capacitá-los para diversos mercados de trabalho.

Hoje temos 14 milhões de desempregados, sendo a grande maioria jovens, concentrados nas faixas mais vulneráveis e com baixo nível de escolaridade. Focando o setor do saneamento (água e esgoto), que após a aprovação do marco regulatório passou a atrair o interesse de vários grupos empresariais tradicionais e de novos “players”, posso afirmar que se pretendemos universalizar os serviços até 2033, teremos que praticamente duplicar de forma progressiva os recursos humanos necessários para construir, operar e manter com qualidade os serviços a serem prestados.

Somente com a capacitação focada, de curta duração, específica para cada uma das etapas do ciclo completo de operação, é que conseguiremos em parceria com os “players” enfrentar desafio da universalização e também contribuir com a questão crítica do desemprego.

Não considero apenas uma sugestão, e sim uma necessidade imediata, disponibilizar mão de obra de qualidade, capacitada através de cursos presenciais, EAD ou “mobile-learning”.

Cito, um caso atual, referindo-me aos fundos de “private-equite”, interessados em aportar recursos financeiros no setor, mas conscientes que os mesmos são necessários, mas não suficientes pela falta de recursos humanos que garanta a possibilidade do exercício de governança, melhora na qualidade dos serviços prestados, com tarifas justas e eficiência operacional, gerando com isso tarifas justas.

Newton de Lima Azevedo – Diretor Presidente do Hydrus Brasil

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