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Transposição da Billings é paralisada para obras logo após inauguração

São Paulo, 15 – Duas semanas após ter sido inaugurada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê teve de ser paralisada para passar por obras. A transferência de até 4 mil litros por segundo feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para evitar o rodízio na região metropolitana acabou provocando o assoreamento de um rio em Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. O governo nega que o bombeamento tenha sido suspenso e afirma que a obra está em “operação assistida”.

A reportagem esteve na tarde de quarta-feira, 14, no trecho onde a água captada da Billings é lançada no Rio Taiaçupeba-Mirim e constatou que o bombeamento foi paralisado para que operários da empreiteira Jofegê Pavimentação e Construção Ltda pudessem escorar com pedras o barranco que estava desmoronando sobre o leito do canal com a força da água bombeada. Moradores vizinhos ao rio relatam que a operação está suspensa há quatro dias.

“Todas as vezes que eles ligaram as bombas, a água desceu arrastando tudo que o tinha pela frente. Pelo que soube do projeto original, nesse trecho onde tem casas aqui ainda deveria ter tubulação, para não acontecer esse desastre”, afirmou o representante comercial Sergio Leão, de 42 anos. “Nem essas pedras que eles estão colocando no barranco segura a força da água. O barulho é enorme”, disse o aposentado Silvestre Stivanello, de 68 anos.

A transposição do Sistema Rio Grande, braço da Billings que está cheio (86,2% da capacidade), para a Represa Taiaçupeba, do Alto Tietê, que está com nível baixo (14,7%), foi inaugurada no dia 30 de setembro por Alckmin como a principal obra emergencial para evitar o rodízio no abastecimento da Grande São Paulo. Na ocasião, técnicos da Sabesp informaram que a obra deveria operar plenamente, transferindo os 4 mil l/s, em cerca de dez dias.

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