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Copel investe R$2,28 bi em energia

A estatal de energia (Copel), terceira maior empresa do Paraná e sexta colocada entre as 500 maiores do Sul de acordo com o ranking Grandes&Líderes de AMANHÃ e PwC, entra 2014 com um recorde de investimentos na história da empresa. São R$ 2,28 bilhões para obras de construção de usinas, distribuição e transmissão de energia. Um montante que deixa o presidente Lindolfo Zimmer otimista: ele aposta que a receita bruta da Copel, que em 2013 chegou a R$ 12 bilhões, crescerá 15% este ano.

A perspectiva de um ano turbinado para a Copel não vem somente dos investimentos que estão engatilhados ou já em execução, mas também dos que ainda estão por vir. A companhia, que nos últimos meses de 2013 marcou presença nos leilões de energia complementar e de linhas de transmissão promovidos pelo governo federal, vai continuar atenta às novas concessões que surgirem e forem colocadas em disputa. “A certeza que tenho é que esse número [R$ 2,2 bilhões] pode ser maior ainda”, garante Zimmer, que revelou que a Copel irá participar do leilão das linhas de transmissão da Usina de Belo Monte para a região Sul, porém sem definição de possíveis parceiros.

Segundo Zimmer, a empresa tem capacidade financeira e técnica para assumir novos investimentos este ano. “Nosso endividamento em 2013 está em 17,2% do nosso patrimônio líquido. É muito baixo, baixo demais em termos de uma otimização financeira para a empresa. Até 2014, se nós fecharmos todo este investimento, podemos subir a 23%, o que ainda é baixo. Com isso nós temos espaço para investir, investir e, de novo, investir.”, afirma categórico.

E os planos de investimento da Copel não se restringem ao estado do Paraná. Dos 990 milhões destinados à geração de energia, quase metade (R$ 409 milhões) estão sendo alocados na construção da Usina Colíder, no Mato Grosso. Outros três projetos de construção de linhas e subestações, cujos valores ultrapassam os R$ 200 milhões, estão em desenvolvimento em São Paulo. Apesar da demanda por energia ter crescido 9,5% no estado ano passado, o mercado paranaense não oferece as oportunidades suficientes para o crescimento da Copel: “O Paraná tem uma limitação física e de população. Estamos atendendo todo mundo. A gente tem potencial maior do que o Paraná pode oferecer”, acredita Zimmer. Assim, a Copel tem mirado novos projetos muito além da fronteira paranaense, como é o caso do complexo energético de Tapajós, no Pará, cujas usinas podem ser colocadas em leilão ainda este ano, acredita-se.

Instabilidades
Ainda que o ano prometa bons resultados para a Copel, o presidente da companhia admite insegurança em relação ao sistema energético brasileiro. Ano passado, além da inflação, os custos com a compra de energia aumentaram. Devido ao baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, as distribuidoras tiveram que recorrer à energia térmica, mais cara, para garantir a demanda de 2014. Segundo Zimmer, os leilões de energia complementar realizados no último dezembro não atraíram o interesse das geradoras. O maior preço contratado era de R$ 192 MWh, enquanto que o Preço de Liquidação das Diferenças (valor da energia no mercado de curto prazo apurado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE) estava na casa dos R$ 400 MWh, muito mais atrativo para quem gera energia. Ainda de acordo com Zimmer, a necessidade das distribuidoras era três vezes maior do que os 2.000 MWh comercializados na ocasião.

Se o alto preço da energia colabora com as geradoras da Copel, o mesmo não se pode dizer da distribuidora do grupo, que há anos trabalha para diminuir seus custos e retomar o faturamento em meio a gastos com aquisição de energia térmica e tarifas reajustadas abaixo da necessidade da empresa. Após a demonstração financeira do primeiro trimestre, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) exigiu que medidas fossem adotadas para reduzir as despesas, que no período haviam chegado a R$ 67 milhões. Uma das ações da Copel foi lançar um programa de demissão voluntária (PDV) que, até o momento, teve a adesão de 1.300 funcionários. Em 2013, a companhia diminuiu em 13% o custeio e até 2015 a companhia espera cortar R$ 300 milhões em despesas.

Copa do Mundo
Em outubro de 2013, um relatório da Aneel revelou que sete das 18 obras da Copel para a Copa do Mundo estavam atrasadas. Lindolfo Zimmer destaca que os projetos diretamente ligados à realização do evento já estão finalizados. É o caso das duplas alimentações de energia da Arena da Baixada e dos aeroportos de Curitiba e Foz do Iguaçu. “As demais obras são secundárias e não são impedimentos para que a Copa seja realizada nem geram insegurança no abastecimento de energia durante a competição”, assegura Zimmer, garantindo que todas elas – que exigiram um investimento de R$ 300 milhões – estarão prontas antes do torneio começar.

Fonte: Amanhã
Veja mais: http://www.amanha.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=6067:a-copel-abre-o-cofre-e-rompe-as-fronteiras-do-parana&catid=34:home-1&Itemid=67

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