saneamento basico

Governo quer alcançar 80% de saneamento no Rio Grande do Norte até 2015

A meta do Governo do Estado é sanear 80% do Rio Grande do Norte até 2015. Em Natal, o programa Sanear prevê esgotamento sanitário para 100% da cidade. NO RN, com os investimentos aplicados até agora, a Caern já atingiu a marca de 1.645 quilômetros de canos na sua rede de esgotamento sanitário, beneficiando em torno de 1,1 milhão de pessoas em todo o RN. O número representa cerca de 226,4 ligações de esgoto.

O Pro-saneamento foi o primeiro programa que contemplou o Estado, em 2003. Na época em torno de R$ 120 milhões financiados com o Governo Federal, com recursos do FGTS. Três anos após, mais R$ 127,3 milhões foram adquiridos por meio do programa “Saneamento para todos”, também emprestados. Desse valor, R$ 69,5 milhões foram aplicados em bairros da capital e municípios da Região Metropolitana de Natal.
rodrigo sena

Obras de esgotamento de Capim Macio, que chegaram a ser alvo de ação judicial, foram aprovadas em julho/2007 e envolvem recursos da ordem de R$ 31,7 milhõesObras de esgotamento de Capim Macio, que chegaram a ser alvo de ação judicial, foram aprovadas em julho/2007 e envolvem recursos da ordem de R$ 31,7 milhões

De 2004 até 2010, mais R$ 40 milhões chegaram aos cofres da Companhia por meio do Prodetur, programa do Ministério do Turismo integrado ao PAC 1. Nos acumulado dos últimos dez anos, dos quase R$ 1,8 bilhão autorizado para esgotamento sanitário e abastecimento de água, R$ 1,4 bilhão é recurso federal e R$ 330 milhões são provenientes de contrapartida estadual (já aplicados R$ 170 milhões).

Segundo a gerente de Controle de Empreendimentos da Caern, Geny Formiga, fora os recursos já assegurados a Caern pretende ir em busca de mais R$ 30 milhões, investimento necessário para a ampliação da rede de esgotos do município de Caicó. “Com isso, certamente o valor de mais de R$ 950 milhões empenhados pela empresa nos últimos dez anos vai crescer”, afirmou a gerente.

A Caern também tem R$ 3 milhões previstos para receber e aplicar no abastecimento de água no município de Assu e R$ 8 milhões a serem utilizados na rede de esgoto de Macaíba, na Região Metropolitana de Natal. Só para a ampliação do abastecimento d’água no Seridó, a Caern pretende utilizar R$ 27 milhões e mais R$ 17 milhões para o esgotamento sanitário em Parelhas e São João do Sabugi. “De abril até aqui foram mais de 20 aberturas de licitações. Só em 2014 já foram três processos”, destacou Geny Formiga.

O esgotamento sanitário atua diretamente na qualidade de vida da população. Suas contribuições para a saúde são significativas, já que o índice de doenças adquiridas por via hídrica é alto e tem como principal causa a contaminação dos mananciais e fontes de água. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a cada R$ 1 gasto em saneamento, R$ 4 são economizados em gastos com saúde pública.

Dentre as obras de saneamento oito foram retomadas ou iniciadas entre 2011 e 2013 (veja ao lado). Os projetos para os bairros da zona Norte de Natal vão beneficiar cerca de 214 mil habitantes, e os dos bairros das zonas Sul, Leste e Oeste vão contemplar 148 mil pessoas destas áreas. A iniciativa permitirá que a capital chegue a quase 100% de coleta e tratamento de esgotos. Atualmente esse percentual chega a 36,5%. Além de Natal, o Programa Estadual de Saneamento tocado pelo governo do RN executa obras de esgotamento sanitário em Mossoró, Assu, São Paulo do Potengi, Caicó, Parelhas, Parnamirim, Macaíba e Tibau do Sul/Pipa.

Fonte: Tribuna do Norte
Veja mais: http://tribunadonorte.com.br/noticia/meta-do-governo-e-sanear-80-por-cento-do-rn/272180

Últimas Notícias:
Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Marco Legal do Saneamento Básico impulsiona cobrança da taxa de lixo

Cobrada em algumas cidades há décadas e recém-implantada em outras, a chamada “taxa de lixo” tem ganhado espaço nos debates públicos do Alto Tietê. Embora a medida costume gerar resistência da população, especialistas afirmam que a cobrança deixou de ser apenas uma opção das prefeituras e passou a ser uma exigência legal prevista na Lei Federal nº 14.026/2020, conhecida como Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que determina que os serviços de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos tenham sustentabilidade econômico-financeira, ou seja, uma fonte específica de arrecadação.

Leia mais »
SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

SC ganha sistema para dar transparência à logística reversa

Melhorar a transparência na gestão de resíduos e criar mecanismos mais eficientes. Para acompanhar os resultados da logística reversa estão entre os desafios de Santa Catarina para avançar na economia circular. Para atender a essa demanda, o estado ganhou uma nova plataforma digital. Com ela, será possível acompanhar, de forma integrada, todo o fluxo da logística reversa no estado.

Leia mais »
Você usaria água de reúso

Você usaria água de reúso?

Imagine a seguinte situação: você lava o carro com água potável. Depois, rega o jardim com água potável. Dá descarga no vaso sanitário usando água potável. Agora pense por um instante: será que todas essas atividades realmente precisam utilizar uma água com qualidade para consumo humano?

Leia mais »
Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Alerta em julho

A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas). Informam que o Sistema Cantareira, principal manancial de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, passará a operar na Faixa 3 – Alerta a partir de 1º de julho. A medida segue o que estabelece a Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Leia mais »
Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo EOS Systems

Por que concessionárias estão substituindo leituras mensais por monitoramento contínuo | EOS Systems

No setor de saneamento, o modelo tradicional de leituras mensais está rapidamente se tornando obsoleto. Isso porque vazamentos invisíveis, fraudes e perdas operacionais não podem mais esperar 30 dias para serem detectados. Por isso, concessionárias estão migrando para o monitoramento contínuo, adotando tecnologia que transforma dados em decisões estratégicas em tempo real.

Leia mais »