saneamento basico

Projeto proíbe corte de energia e água sem a presença do morador

Diante de muita reclamação dos munícipes, o vereador Wilson Kero Kero (SDD) apresentou na sessão ordinária desta terça-feira (03), na Câmara de Cuiabá, o projeto de lei que pretende proibir o corte no fornecimento dos serviços de água e energia elétrica, por falta de pagamento, sem que o morador seja avisado e esteja presente no ato do corte.

“Temos visto que o funcionário que faz o corte não chama o morador. Ele está de posse da ordem desse serviço e não averigua se a conta foi paga, por exemplo, numa lotérica, momento antes da chegada dele. Muitas vezes, com o morador na casa, eles não comunicam o corte, apenas fazem. Isso é um desrespeito, um descaso com o cidadão, razão de ser desses mesmos serviços”, justifica Kero Kero.

O projeto estabelece que o corte somente pode ser efetuado na presença do consumidor residente no domicílio, sendo que o executor do corte tem o dever de verificar se a fatura, que motivou a interrupção dos serviços, não foi paga em momento imediatamente anterior aquele ato.

Com o projeto, a comunicação entre o consumidor e o representante da concessionária acaba ficando obrigatório, já que, se for constatado o pagamento da fatura, o corte do serviço não será mais permitido. Mas, se o corte ocorrer mesmo assim, a suspensão do serviço será considerada indevida e o consumidor poderá acionar judicialmente a fornecedora do serviço.

Além disso, o projeto de lei de Wilson Kero Kero afirma que se houver a suspensão indevida, a concessionária será multada em, no mínimo, cem (100) vezes o valor da fatura que motivou o corte, sendo obrigada a executar a religação em, no máximo, cinco (5) horas, sem ônus para o consumidor.

O projeto de lei entrou em tramitação e agora, segue para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Casa de Leis.

Fonte: FolhaMax
Foto: Divulgação

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »
O processo de privatização da Copasa é robusto

O processo de privatização da Copasa é robusto?

Ao final da desestatização da Copasa, surgiram críticas à “robustez” do modelo. Cito algumas: falta de previsão contratual suficiente de metas de universalização e qualidade; ausência de disciplina para áreas socialmente sensíveis; falta de transparência e açodamento na renegociação com os municípios e na regionalização; e erro no modelo de precificação das ações.

Leia mais »