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O maior desafio para a universalização do saneamento, segundo a Cedae

Licitação da Cedae termina com proposta R$ 16 milhões mais cara e vira alvo de recurso

A licitação da Cedae para implantação do novo sistema de gradeamento das elevatórias do Guandu, orçada em quase R$ 60 milhões, terminou com a escolha de uma proposta R$ 15,9 milhões mais cara do que a menor apresentada na disputa.

Treze empresas se credenciaram; sete apresentaram propostas. A Dratec Engenharia se ofereceu para executar o serviço por R$ 37 milhões — valor cerca de 38% inferior ao orçamento de referência. Mas acabou desclassificada, sob o argumento de que a proposta era financeiramente inexequível.

E olha que a empresa teve a qualificação técnica integralmente aprovada.

A decisão baseou-se em apontamentos sobre a planilha de custos — o que, argumenta a empresa, seriam falhas sanáveis, passíveis de diligência, sem alteração do preço global.

Mas a Dratec não foi a única. As três empresas seguintes também foram inabilitadas, por razões técnicas, econômico-financeiras ou documentais. Por fim, a Cedae acabou declarando vencedor o Consórcio Grades BRG, com proposta final de R$ 52,9 milhões.

No recurso à Cedae, empresa cita o princípio da economicidade

A Dratec já protocolou recurso administrativo, alegando violação aos princípios da economicidade, razoabilidade e busca da proposta mais vantajosa, previstos em lei, além de citar precedentes recentes do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).

O recurso também questiona a restrição temporária de acesso à documentação do consórcio vencedor no Sistema Eletrônico de Informações do estado (SEI-RJ), o que teria prejudicado o contraditório.

O caso agora aguarda análise da própria Cedae e pode resultar na revisão da decisão, com impacto direto sobre o custo final da obra.

COM FÁBIO MARTINS

Fonte: Tempo Real RJ


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