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Cai qualidade da água nos córregos de São Paulo, aponta estudo

Medição de ONG apontou piora em 70% dos córregos da capital. Queda seria motivada pelo fim do projeto Córrego Limpo, da Prefeitura.

A ONG SOS Mata Atlântica mediu a qualidade da água de 194 córregos da capital e percebeu que ela piorou em 70% dos casos, desde o fim, há cerca de três anos, do projeto Córrego Limpo, da Prefeitura de São Paulo em parceria com a Sabesp. As informações foram divulgadas pelo SPTV, nesta quinta-feira (10).

No Córrego Água Podre, no Rio Pequeno, na Zona Oeste da Capital, a qualidade da água é baixa desde o fim do projeto. A 500 metros de distância dele, as águas do córrego Sapé, que teve todo o processo de recuperação efetuado com sucesso, são cristalinas (veja no vídeo acima).

“É um misto de sonho, porque a gente quer chegar lá, e de revolta, pela morosidade em atingir uma coisa que seria tão interessante para a saúde da sociedade, para a vida na cidade”, comentou o educador ambiental César Pegoraro, da ONG.

Enquanto o projeto Córrego Limpo funcionou, de 2007 a 2013, 148 córregos da capital foram limpos. No Córrego Ipiranga, o processo não foi finalizado, deixando a água em tom de verde sujo.
Morador da região, o mecânico Constantino Pagliarini mal acredita que, quando criança, chegou a nadar no córrego. “Eu brincava dentro deste rio aqui. Pegar peixinho. Nós todos brincávamos aqui, neste rio. Quantas vezes já atravessei ele com meu irmão nas costas”, relembrou.

Ao SPTV, a Sabesp afirmou que a Prefeitura não renovou o Córrego Limpo em 2013, e que aguarda uma definição do município para uma renovação. A Prefeitura, por outro lado, disse que a renovação não foi feita em 2011, mas que mantém diálogos com a empresa sobre uma retomada da iniciativa.

Fonte: G1
Foto: Divulgação/G1

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