saneamento basico

Cantareira tem chuva abaixo da média em janeiro, mas segue subindo

Precipitação ficou em 94% do esperado para o mês. Sistema Alto Tietê opera com 29% da capacidade.

O nível de água do Sistema Cantareira subiu neste domingo (31) e está agora em 45,4% da sua capacidade, segundo dados divulgados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O número considera a capacidade total do sistema, inclusive a área ocupada pelo volume morto. Se considerado apenas o volume útil, o nível é de 16,1%, mais do que o registrado no sábado (30), quando a marca estava em 15,9%.

O montante de chuva acumulada no mês é de 248,4 mm, o equivalente a 94,4% do esperado para todo o mês. O fato de o nível de a chuva registrada ser apenas um pouco abaixo do esperado ajudou o sistema a ter apenas um dia de nível estável no sistema em janeiro. Nos outros 30 dias, o nível subiu. Já são sete os dias de elevações seguidas.

Apesar da chuva um pouco abaixo da média em janeiro, a precipitação foi muito maior do que a registrada em janeiro do ano passado, no auge da críse hídrica. Naquele mês, choveu apenas 54,6% da média histórica.

Em 30 de dezembro de 2015, o Sistema Cantareira deixou a dependência do volume morto após 19 meses.
Veja como está o nível de todos os sistemas que abastecem a Grande São Paulo.
– Cantareira: 1.269 bilhões de litros (com o volume morto) e está com 45,4% da capacidade
– Alto Tietê: 573,8 bilhões de litros e está com 29% da capacidade
– Guarapiranga: 171,2 bilhões de litros e está com 83% da capacidade
– Alto Cotia: 16,5 bilhões de litros e está com 101,8% da capacidade
– Rio Grande: 112,2 bilhões de litros e está com 90,9% da capacidade
– Rio Claro: 13,7 bilhões de litros e está com 81,9% da capacidade

Volume Morto
A reserva técnica começou a ser bombeada em maio de 2014. Na época, ainda havia água no volume útil. Em julho, porém, o sistema passou a operar somente com o volume morto. Especialistas ouvidos pelo G1, no entanto, alertam que o Cantareira ainda segue em crise porque não se recuperou totalmente. A Sabesp também informou que não descarta voltar a usar a reserva técnica no próximo período seco, com a chegada do inverno.

O fim da dependência da reserva técnica ocorreu antes do previsto pela Sabesp. A expectativa era de uso até o fim do verão, com probabilidade de 98% de o Cantareira sair do volume morto até abril.

A chuva acima da média nos últimos meses acelerou o processo e as represas acumularam mais água por causa da precipitação intensa e entrada de água no manancial.

Dezembro registrou 259,4 mm de chuva e a média histórica para o mês é de 219,4 mm. Mesmo assim, a crise ainda não acabou nos reservatórios do estado operados pela companhia na Grande São Paulo, já que o sistema ainda vive uma “restrição hídrica”, segundo informou a assessoria de imprensa da Sabesp.

Segundo boletim divulgado pela Sabesp neste domingo o nível de água do sistema subiu para 45,4%, índice que considera o volume acumulado em relação ao volume útil. Após uma ação do Ministério Público (MP), aceita pela Justiça, a Sabesp passou a divulgar outros dois índices do Cantareira.
O segundo índice subiu para 35,1% e leva em consideração o volume armazenado na capacidade total, incluída a área do volume morto. O terceiro índice leva em consideração o volume armazenado menos o volume morto na área total dos reservatórios, e estava em 16,1% nesta manhã.
O Cantareira chegou a atender 9 milhões de pessoas só na Região Metropolitana de São Paulo, mas atualmente abastece 5,4 milhões por causa da crise hídrica que atingiu o estado em 2014. Os sistemas Guarapiranga e o Alto Tietê absorveram parte dos clientes, para aliviar a sobrecarga do Cantareira durante o período de estiagem.

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