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Desequilíbrio ecológico pode ser causa de ataque de piranhas em RR

Desequilíbrio ecológico pode ser a causa dos ataques de piranhas registrados nos últimos três dias em praias de água doce de Roraima, segundo o biólogo e professor do Instituto Federal de Roraima, Ilzo Pessoa.

A Defesa Civil de Boa Vista informou nesta segunda-feira (31) que pelo menos 15 pessoas foram atacadas por piranhas entre a sexta (28) e o domingo (30).

Para o biólogo, o acúmulo de lixo, a seca dos rios e a pesca predatória podem ter influenciado nos ataques.

“Esses ataques provavelmente podem ser fruto de desequilíbrio, resultantes da escassez de alimentos para as piranhas, excesso de lixo e seca do rio. Não podemos afirmar qual fator específico causou isso, mas sim verificar um conjunto de fatores que acarretam esse tipo de comportamento no animal”, explica o biólogo.

De acordo com Pessoa, não é possível prever se devem ocorrer novos ataques, uma vez que as ocorrências estão relacionadas a fatores externos.

“Geralmente, quando aumenta demais a população de um predador, a ‘competição’ entre eles próprios acaba fazendo com que muitos migrem ou morram, e aí o número de piranhas pode voltar ao que o ambiente comporta”, afirma.

Ataques de piranhas
Ao menos 15 pessoas foram atacadas por piranhas nas praias do Cauamé, Caranã, Polar e Caçari, todas na capital, segundo o chefe da Defesa Civil Municipal de Boa Vista, Amarildo Gomes.

Uma das vítimas foi a contadora Valdenice Ferreira. Ela foi ferida enquanto tomava banho na praia do Caçari, na zona Leste de Boa Vista, no domingo. Ela conta que estava dentro do rio por volta das 14h, quando sentiu uma ‘fisgada’ no calcanhar.

“Eu estava com a água até a cintura, conversando com dois amigos quando senti o ataque. Doeu muito e saí imediatamente da água. Sangrou bastante, porque a piranha arrancou um pedacinho do meu pé”, relata.

Após ser atacada, a contadora limpou o ferimento e fez um curativo. Ela disse que o sangramento demorou um tempo até estancar.

“Saí da água, alertei as pessoas que estam perto. Em seguida, fui pra casa, fiz um curativo e só foi aí que o sangramento parou. Não levei ponto”, diz.

Para evitar novos ataques, a Defesa Civil estuda interditar as praias onde houve ataques e recomenda que os banhista não frequentem esses locais neste período.

Fonte: G1

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