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Acesso à água e esgoto ainda é desafio no Brasil

Acesso à água e esgoto ainda é desafio no Brasil

Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, e cerca de 90 milhões dos cidadãos do país não possuem coleta de esgoto.

Seminário internacional e debate hídrico

O Seminário Internacional Territórios Hídricos: Reconectando Pessoas e Natureza por Meio da Água. Realizado em Belo Horizonte, o evento contou com a apresentação oficial do “Relatório Mundial da Água 2026”, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O texto traz orientações de políticas públicas no setor para todo o globo.

A presença da Unesco na capital mineira reforça a importância da cidade e de Minas Gerais – estado considerado um dos principais “berços das águas” – no debate sobre a urgência climática e a gestão de bacias hidrográficas em áreas urbanas. O seminário discutiu a água como eixo estruturante do planejamento urbano, da sustentabilidade territorial e da governança ambiental.

Em um cenário global de agravamento da crise climática, o evento promoveu debates sobre temas que estão na pauta do dia. Mas, infelizmente, o que temos visto são muitas discussões e poucos avanços práticos. Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água potável, e cerca de 90 milhões dos cidadãos do país (o equivalente a 43,3% da população) não possuem coleta de esgoto.

Os dados são do Ranking do Saneamento. Elaborado pelo Instituto Trata Brasil. E divulgado, no último dia 18. Além disso, têm como base os indicadores mais recentes do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico. Referentes ao ano-base 2024. E publicados pelo Ministério das Cidades.

Desigualdades no acesso ao esgoto

Por fim, o documento também chama a atenção quanto às desigualdades nos índices de coleta e tratamento de esgoto nas cidades brasileiras. Enquanto os 20 melhores municípios do ranking têm 98,08% de coleta de esgoto, os 20 piores registram 28,06%.

Por fim, no tratamento, os que ocupam o topo da listagem alcançam 77,97%, e os que estão na pior posição têm somente 28,36%.

Fonte: O tempo


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