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Emissões de gases-estufa terão redução de 26% até 2030, planeja Japão

O Japão estuda reduzir em 26% as emissões de gases-estufa até 2030, pensando em um acordo internacional que será firmado na conferência sobre o clima de dezembro, em Paris, anunciou o governo.

A meta, proposta por uma comissão de especialistas, é superior ao que já havia sido citado, uma redução de 21,9% das emissões entre 2013 e 2030.

Segundo a agência de notícias France Presse, o número de 26% não é definitivo e será debatido durante um mês. A imprensa considera provável que o primeiro-ministro Shinzo Abe anuncie oficialmente a meta durante a reunião de cúpula do G7 na Alemanha, no fim de junho.

Os ecologistas consideram pouco ambicioso o objetivo fixado e afirmam que, na realidade, a redução de 26% na comparação com 2013 equivale a uma diminuição de 17% quando se leva em consideração o nível de 1990.

Qual o motivo disso tudo?

Anunciar seus objetivos climáticos significa especialmente prever a utilização das diferentes fontes de energia (fóssil, renovável, nuclear) após 2020: um processo complexo, pois deve levar em conta os custos de investimento, a necessidade para garantir o desenvolvimento econômico e a competitividade, evolução das tecnologias.

Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as emissões de gases de efeito estufa – que não param de crescer – devem ser reduzidas de 40% a 70% até 2050, na esperança de manter o rumo dos 2°C. Para além deste limiar, os climatologistas preveem riscos graves e irreversíveis e o aceleramento de perturbações climáticas.

No início de março, a União Europeia (12% das emissões globais) foi a primeira a enviar formalmente seu plano para a secretaria-geral da Convenção do Clima da ONU. A Noruega assumiu compromissos semelhantes aos da UE. A Suíça visa emitir menos 50% dos gases de efeito estufa até 2030. Os EUA firmaram ompromisso de reduzir de 26% a 28% as emissões entre 2005 e 2025.

 

 

Fonte: G1

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