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Má distribuição e contaminação da água causam conflitos

A Terra é conhecida como o planeta água por causa da abundância deste recurso natural. Porém, a maior parte dela se encontra em estado sólido, como os icebergs. Infelizmente, apenas uma pequena parte dessa riqueza tão necessária para a sobrevivência do ser humano está em condições de uso pela população.

O professor de geografia Kiko Santos explica que há áreas com uma disponibilidade maior, como as zonas equatoriais do planeta, das quais fazem parte a Amazônia e a região central da África. No entanto, ainda no território africano, a parte do Deserto do Saara contém uma disponibilidade mínima de água. O que, segundo o professor, tem gerado diversos conflitos.

“No Brasil, a água também não se distribui de forma igual. Tem regiões com abundância bem nítida. É o caso da região da Floresta Amazônica, no Norte do país. A floresta faz com que o ciclo hidrológico esteja bem mais evidente. A falta dos recursos é mais evidente na região Nordeste, no Sertão Nordestino, onde os rios secam na longa estiagem”.

O professor ainda lembra do último grande problema de falta de água registrado no Sudeste do Brasil, nos últimos anos. “Não choveu. E ficou muito visível a realidade. Não não podemos apenas depender da chuva”, menciona, ao citar a poluição como um dos principais fatores no desequilíbrio no sistema.
“A questão não passa apenas pela questão ecológica, mas pela responsabilidade seja do poder público, seja da população. Na região Sudeste, há um grande aquífero, mas essa água subterrânea também vem sendo contaminada”.

Ele alerta para último dado divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no qual, hoje, a contaminação da água mata mais que as guerras. “Isso está muito presente em várias partes do mundo. Principalmente, na região mais pobre do Nordeste brasileiro, na Índia e em regiões da China. Hoje, 70% dos rios da China estão contaminados. Mas no Brasil isso também é muito presente onde não existe tratamento de água”, observa.

Fonte: G1

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