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Marilândia, ES, capta água em represas privadas por causa da seca

Captação de lagoa que abastecia a cidade foi suspensa. Município estuda decretar situação de calamidade pública.

A Prefeitura de Marilândia, no Noroeste do Espírito Santo, está buscando água em propriedades privadas para a população, por causa da estiagem. A captação na lagoa que abastecia a cidade precisou ser interrompida por causa da seca.

De acordo com o diretor do Serviço Autonomo de Água e Esgoto (Saae), Wagner Lorencini, a água está sendo retirarda de represas particulares, cedida por produtores rurais.

“A prefeitura também está carregando água diariamente através de um caminhão cedido pelo governo do estado, mas essa água ainda é pouca. Acreditamos que temos água para mais cinco ou seis dias”, explicou Wagner.

Com a situação se agravando, o município, que já está em situação de emergência, estuda decretar situação de calamidade pública por causa da falta de chuvas.

“Já se pensa até em suspender as aulas e fechar várias unidades de saúde em razão dessa crise hídrica”, disse o coordenador da Defesa Civil, Tenório Gomes.

Muitos moradores estão sendo afetados pela estiagem. No Centro, sete mil pessoas estão passando pelo racionamento. Eles ficam mais de 30 horas sem receber água e precisam encontrar maneiras de economizar.

“Caiu [água na caixa d’água] ontem à noite, aí as seis horas da manhã a gente abriu a torneira e já não tinha mais água. Uma vizinha está me doando água há quatro meses”, disse a dona de casa Clauzinete Faé Macedo.

No interior do município, o abastecimento também está comprometido. No distrito de Sapucaia, a água está chegando por um caminhão-pipa.

A lavradora Sandra Maria usa uma mangueira para captar a água do outro lado da rua e encher a caixa d’água dela e dos vizinhos. “Desde de dezembro que estamos com esse problema de falta de água”, contou Sandra.

Religião
Desde o final de 2013 a chuva está abaixo da média na região. No mês de fevereiro, não choveu nada na região. Alguns moradores dizem que a estiagem começou depois que quebraram a imagem de uma santa que ficava ao lado da lagoa.

“Teve aquela enchente em 2013, e foi na época que jogaram ela na lagoa. Ela foi encontrada quebrada por um produtor, e aí depois disso nunca mas choveu bem em Marilândia”, contou o diretor do SAAE.

Para tentar resolver o problema da seca, a imagem foi restaurada e vai voltar para o lugar onde estava. “A crença aqui do povo católico é que retornando ela para a lagoa, as chuvas normalizam”, disse o diretor do Saae.

Fonte: G1
Foto: Reportagem

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