saneamento basico

Porto inicia programa de educação ambiental com tripulantes das dragas

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou nesta semana o trabalho de educação ambiental da atual campanha de dragagem de manutenção dos portos do Paraná. Pela primeira vez, a ação é realizada com os trabalhadores das dragas usadas na obra. O trabalho iniciou quarta-feira (22) pela draga chinesa Xin Hai Niu. Nesta quinta-feira acontece junto aos tripulantes da embarcação brasileira Sucuri.

No trajeto entre o Porto de Paranaguá e a área de despejo delimitada pelos órgãos ambientais, os 37 tripulantes da draga Xin Hai Niu participaram do primeiro encontro de Educação Ambiental da atual campanha de dragagem. Ao todo, 31 chineses e seis brasileiros receberam informações sobre o Porto de Paranaguá e o seu entorno. Dividido em cinco módulos, o programa vai trabalhar com os tripulantes este mês e o próximo. Em março, será realizado com a comunidade local para, em seguida, retornar à draga.

“A questão ambiental é uma das prioridades do nosso governo e deve andar ao lado do desenvolvimento econômico. Por isso, autorizamos a Appa a realizar os investimentos necessários para desenvolver este trabalho educacional para melhor atender as exigências ambientais”, afirma o governador Beto Richa.
O superintendente da Appa, Luiz Henrique Dividino, explica que as ações
seguem um Plano de Controle Ambiental, aprovado pelo Ibama, e estão sendo aplicadas pela empresa contratada para a obra de dragagem. “Estamos assumindo a nossa responsabilidade de não apenas garantir a segurança da navegação, mas, também, uma responsabilidade social”, afirma Dividino.

MEIO AMBIENTE E SOCIEDADE – O primeiro encontro com os tripulantes da draga chinesa tratou de dois módulos: Meio Ambiente e Sociedade. Em seguida, serão aplicados os módulos que sobre os impactos da atividade, saúde e segurança no trabalho e, por fim, gestão de resíduos. Foram duas palestras: uma pela manhã, com trabalhadores de dois turnos, e outra no início da tarde. Segundo o comandante da draga chinesa, Gu Zhangming, a equipe da embarcação tem seu próprio plano de controle ambiental.

“Em todos os portos pelos quais passamos, trabalhamos com atenção ao meio ambiente. Nossa tripulação sabe que o Porto de Paranaguá é um dos mais importantes do Brasil, portanto essas informações que recebemos hoje só vêm a complementar o nosso conhecimento, a nossa experiência. Por isso, é importante, sim”, afirma.

DRAGAGEM – A draga chinesa Xin Hai Niu está trabalhando no Porto de Paranaguá desde o final de novembro. Nesta primeira fase, vai dragar 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos, em áreas compreendendo a bacia de evolução (áreas Charlie 1 e 3) e os berços (Charlie 2). Além destas áreas, serão dragados ainda os canais de acesso ao Porto de Paranaguá e ao Porto de Antonina. A obra custará R$ 115 milhões e será paga com recursos próprios da Appa.

Antes, durante e depois da dragagem estão sendo feitos diversos monitoramentos ambientais: monitoramento da atividade pesqueira, da biota (conjunto de seres vivos, nesse caso, marinhos), da qualidade das águas, da turbidez da água, da área de despejo dos sedimentos (rip-rap), da qualidade dos sedimentos, do volume dragado, da dispersão da pluma dos sedimentos e da gestão ambiental da draga.

Fonte: Jus Brasil

Veja mais: ttp://carollinasalle.jusbrasil.com.br/noticias/112358927/porto-inicia-programa-de-educacao-ambiental-com-tripulantes-das-dragas

Últimas Notícias:
Integração de sistemas no saneamento o risco operacional que começa na desorganização dos dados EOS Systems

Integração de sistemas no saneamento: o risco operacional que começa na desorganização dos dados | EOS Systems

No setor de saneamento, a falta de integração entre sistemas não é apenas um problema de TI; é um risco operacional sistêmico. Quando o sistema comercial (faturamento) não se comunica com o operacional (telemetria/GIS) e ambos ignoram o fiscal (ERP), a operação da concessionária entra em um ciclo de desorganização de dados, onde a informação se torna incompleta e a tomada de decisão perde efetividade.

Leia mais »
Novo marco legal do saneamento fracasso ou limites estruturais

Novo marco legal do saneamento: fracasso ou limites estruturais?

Nos últimos meses, uma sequência de notícias sobre concessões esvaziadas, revisões de modelagens e redução do interesse privado em projetos de saneamento reacendeu um debate incômodo. O novo marco legal do setor (Lei 14.026/2020) estaria falhando em sua principal promessa: a universalização dos serviços até 2033?

Leia mais »