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Alckmin trabalha para evitar rodízio após queda no nível do Cantareira

No dia em que o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira teve a primeira queda em quase três meses, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que trabalha para evitar a implantação de rodízio em São Paulo no período de seca, a partir de maio. “Nós estamos trabalhando para que não precise”, disse durante evento com empresários na capital paulista nesta terça-feira (28).

Alckmin também justificou o atraso na principal obra contra a crise hídrica de 2015 em São Paulo. A ligação do Sistema Rio Grande para socorrer o Sistema Alto Tietê, prevista para maio, ainda não começou. As obras serão feitas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e vão ampliar em 4 m³/s a produção do Alto Tietê.

“Dos 4 m³/s, 2 m³/s iam ficar prontos antes e 2 m³/s um pouquinho depois. Agora vão ficar prontos os 4 m³/s juntos porque nós tivemos que tirar licenciamento ambiental, isso deve ser aprovado, espero, amanhã [quarta-feira]”, defendeu o governador.

A previsão é de término em agosto. “Mas está dentro do cronograma, o fato de ficar pronto em agosto não tem problema. Aliás, agosto será o período mais necessário”, completou.

Em nota, a Sabesp informou que a alteração no cronograma do projeto é um ajuste normal “dado o tamanho e a complexidade de uma obra desse porte”. As obras, de acordo com a companhia, devem começar nos próximos dias.

Em discurso aos empresários, o governador afirmou que “São Paulo vai ter uma segurança hídrica impressionante”. “Estamos preparados para o período de seca. É manter a economia. Vamos manter o bônus e não vai faltar água”, disse.

Ajuda ao Cantareira e Alto Tietê

Para a ligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê, serão instaladas duas tubulações paralelas ao longo de 11 km, com capacidade suficiente para a transferência de 4 metros cúbicos de água por segundo. Um metro cúbico corresponde a 1 mil litros de água.

A medida vai ajudar o Sistema Alto Tietê, que é responsável pelo abastecimento de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, a maior parte na Zona Leste da capital, e hoje opera apenas com 22,4% da capacidade. Os novos 4 m³/s vão ampliar em cerca de um terço a atual retirada de água.

O Cantareira, sistema que passa pela situação mais crítica, também será beneficiado porque o bombeamento fará com que regiões que hoje recebem água do sistema possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise.

O investimento previsto é de cerca de R$ 130 milhões e inclui a instalação de quatro bombas para empurrar a água 80 metros acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê).

Além da obra de interligação, o governador Geraldo Alckmin disse que pretende manter a captação do Sistema Cantareira entre 13 m³/s e 14 m³/s durante o período seco. “Hoje estamos tirando 13,8 m³/s, 13,7 m³/s, com uma afluência de 8 m³/s ou 7 m³/s. Então faltariam 6 m³/s”, explicou.

 

 
Fonte: G1

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