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Saneamento e energia serão estrelas na retomada dos IPOs, prevê Citi

Imagem Ilustrativa

Embora as águas do mercado de capitais permaneçam turvas, já é possível avistar quais setores estão mais propensos a encabeçar a próxima onda de ofertas de ações em Bolsa – que deve ganhar tração na virada de 2022 para 2023. Na avaliação do chefe de renda variável do Citi Brasil, Marcelo Millen, saneamento e energia reúnem uma conjuntura mais favorável para sair na frente.

Saneamento é um dos setores que devem sair na frente na volta das ofertas em Bolsa

Uma explicação para isso está na preferência de investidores por teses defensivas em momentos de incerteza sobre os rumos da economia, como o vivido agora. Portanto, empresas geradoras de caixa recorrente são vistas como investimentos mais seguros. É o caso dos setores citados, segundo Millen. Sem contar que empresas de ambos os segmentos têm mais apelo devido à agenda de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG).

Universalização de saneamento básico exige investimentos pesados

No caso de saneamento, há necessidade de investimentos pesados para universalização dos serviços de abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto – o que as companhias estaduais não têm capacidade de resolver sozinhas. Além disso, o marco legal aprovado em 2020 deu autonomia às prefeituras para licitar a contratação das prestadoras de saneamento, abrindo espaço para avanço das empresas privadas.

BRK

O executivo do Citi não cita casos específicos de empresas. Mas um exemplo prático disso é que a BRK Ambiental e a Corsan, ambas do setor de saneamento, vão tentar abrir capital em bolsa nas próximas semanas, em captações que devem totalizar cerca de R$ 3 bilhões  como noticiou a Coluna na última semana.

CORSAN

Se bem-sucedidos, os movimentos de BRK e Corsan podem pavimentar o caminho para outras ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas do ramo. A Saneago e a Compesa (estatais de saneamento de Goiás e Pernambuco, respectivamente) já haviam contratado bancos no passado para captação de recursos em Bolsa, mas acabaram engavetando as iniciativa com a piora do cenário macroeconômico.


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Matriz de produção e distribuição de energia limpa precisam crescer

Raciocínio semelhante vale para o setor elétrico, segundo Millen. Há necessidade de ampliar a matriz de produção e distribuição de energia limpa no País, o que o setor público não dá conta de fazer sozinho. A tese passa por um teste nesta semana: a demanda de investidores pela privatização da Eletrobras.

A perspectiva, entretanto, é que os IPOs de saneamento e elétricas se desenrolem gradativamente. As sinalizações de interesse ainda são discretas, e os investidores permanecem inibidos pela conjuntura de inflação e juros altos, combinada com incertezas provocadas por eleições, pandemia e guerra, ponderou o executivo do Citi. A inflexão deve ocorrer quando o ciclo de elevação dos juros chegar ao fim.

Fonte: Estadão.

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