saneamento basico

Pesquisadores estadunidenses criam tecnologia para transformar esgoto em petróleo

Pode soar como ficção científica, mas pesquisadores do Laboratório Nacional do Pacífico Noroeste do Departamento de Energia, nos Estados Unidos, desenvolveram projeto que pode transformar o esgoto comum em óleo biocrude.

A tecnologia, chamada liquefação hidrotérmica(HTL), imita as condições geológicas que a Terra usa para criar petróleo bruto, usando alta pressão e temperatura. O material resultante é semelhante ao petróleo bombeado para fora do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado. Este biocrude pode então ser refinado usando operações convencionais de refinação de petróleo.

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano. A tecnologia também pode ser utilizada para produzir combustível a partir de outros tipos de matérias-primas orgânicas húmidas, tais como resíduos agrícolas.

Usando a liquefação hidrotérmica, a matéria orgânica pode ser dividida em compostos químicos mais simples. O material é pressurizado e a lama entra em um sistema de reator, operando a cerca de 660 graus Fahrenheit. O calor e a pressão fazem com que as células do material residual se dividam em diferentes frações.

Produção de combustível 

Além de produzir combustível útil, o HTL poderia dar aos governos locais significativas melhoria na economia de custos ao eliminar a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

Além do biocrude, a fase líquida pode ser tratada com um catalisador para criar outros combustíveis e produtos químicos. Também é gerada uma pequena quantidade de material sólido, que contém nutrientes importantes.

Fonte: Smart citye

Últimas Notícias:
Água tratada e esgoto coletado ainda são privilégio no Brasil o engenheiro Diego Borges explica o que isso custa para a vida nas cidades

Água tratada e esgoto coletado ainda são privilégio no Brasil: o engenheiro Diego Borges explica o que isso custa para a vida nas cidades

Há uma experiência comum a milhões de brasileiros que raramente aparece nas estatísticas oficiais sobre saneamento. É o cheiro que vem do córrego no fundo do bairro. A criança que passa a semana com diarreia e ninguém consegue entender por quê. É a rua que alaga a cada chuva forte porque o sistema de drenagem nunca foi projetado para funcionar junto com a rede de esgoto. São situações que parecem desconectadas entre si, mas que têm uma causa comum: a ausência de infraestrutura sanitária adequada.

Leia mais »
Novos reservatórios e estações vão solucionar problema histórico de abastecimento de água para beneficiar 60% da população de Mauá

Novos reservatórios e estações vão solucionar problema histórico de abastecimento de água para beneficiar 60% da população de Mauá

A Sabesp está em fase de conclusão de importantes obras estruturantes na cidade de Mauá. As intervenções irão solucionar os gargalos históricos de abastecimento e beneficiar diretamente 240 mil moradores do município, na região do ABC paulista. Entre as principais obras estão o novo Centro de Reservação Mauá. Além disso, a companhia constrói as Estações Elevatórias de Água (EEAs) Anchieta, Zaíra e Caixa de Passagem. Essas estruturas serão atendidas pelo Sistema Alto Tietê. O investimento total é de R$ 166,8 milhões.

Leia mais »
Com saneamento, renda pode ser quase 50% maior no Brasil

Com saneamento, renda pode ser quase 50% maior no Brasil

Ter acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário vai muito além da saúde: significa mais oportunidades, qualidade de vida e crescimento econômico. Um levantamento do IBGE de 2024 revela que trabalhadores que vivem em áreas com saneamento básico completo recebem, em média, quase 50% a mais do que aqueles que ainda não têm acesso aos serviços. O dado reforça como o saneamento impacta diretamente o desenvolvimento das famílias e das cidades.

Leia mais »