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Zema confirma a retomada das negociações do acordo de reparação da tragédia de Mariana/MG

Imagem Ilustrativa

O governador Romeu Zema (Novo) levou três importantes pleitos de Minas Gerais para a mesa de negociação.

A repactuação do acordo de Mariana, efetivação da obra do metrô de Belo Horizonte e a duplicação das BRs 262 e 381. Uma delas já parece avançar.

Instantes antes de se reunir com o candidato à reeleição perante centenas de representantes da indústria mineira, quando a Fiemg apresentou uma série de propostas, reivindicações e sugestões do setor produtivo do Estado, Zema fez um pronunciamento sobre a retomada das negociações do acordo de reparação da tragédia de Mariana que, no próximo mês, completa 7 anos.

O governador reeleito em Minas Gerais disse que tem se reunido frequentemente com o ministro do Meio Ambiente nos últimos meses tentando equacionar a situação. É que no fim de agosto, Minas abandonou as negociações sobre Mariana, uma vez que as exigências do Estado, do Espírito Santo e da União não estavam sendo atendidas pelas sócias da mineradora Samarco, Vale e BHP Billiton. Na época, a secretária de Planejamento e Gestão do governo de Minas Gerais, Luísa Barreto, chegou a falar em judicialização. Agora, parece que as negociações voltaram a andar.

“Tivemos a notícia de que as empresas irão atender as exigências e que as renegociações serão retomadas. Isso demonstra que as empresas estarão dispostas a atender o que estávamos pleiteando”, disse sem responder a questionamentos dós repórteres, como o que seriam, por exemplo, esses pleitos.

Em complemento, o Ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite adiantou que o foco será a implementação de uma economia verde na região do Rio Doce.

“Estamos trabalhando para conseguir uma repactuação justa e séria para transformar a região do Rio Doce. Nós do Ministério do Meio Ambiente trouxemos uma proposta moderna para aquilo que será a parte de compensação ambiental. Vamos criar dois fundos: um via BNDES, empreendedor, e via Caixa, social”, anunciou.

Segundo Leite, os recursos serão destinados a projetos verdes e contemplarão desde o biometano, passando pelo biogás até o hidrogênio verde.

“Vamos transformar a região trazendo financiamento de forma inteligente para fazer com que esses recursos cheguem – reembolsáveis ou não. Vamos ter uma nova economia e o Rio Doce provavelmente vai ser um exemplo de nova economia sustentável, que vai reduzir emissões, tratar lixo, tratar saneamento, reciclagem, etc. Tudo garantindo àqueles que foram atingidos, uma nova qualidade de vida”, finalizou.

Fonte: DC.

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