saneamento basico
Projeto Concessão Água PE

Audiência pública vai mostrar projeto de concessão de água e esgoto de PE em dezembro

Projeto Concessão Água PE

Por:Ângela Fernanda Belfort

Primeiramente no máximo, até a segunda semana de dezembro, acontecerá uma audiência pública para apresentar o futuro projeto de concessão do serviço de água e esgoto de Pernambuco. Hoje, o serviço é prestado pela estatal Compesa, que vai continuar fazendo a “produção de água”.

Portanto o evento vai iniciar o processo formal da concessão deste serviço que pode ocorrer em 2025.

Ademais além de estar formatando a audiência pública, o governo estadual deu mais um passo no sentido de concretizar a futura concessão ao publicar no Diário Oficial de Pernambuco um novo regimento interno das Microrregiões de Água e Esgoto (MRAEs) do Estado. O regimento anterior tinha caráter provisório. A MRAE é uma autarquia interfederativa que vai fazer “a integração da organização, do planejamento e da execução dos serviços públicos de abastecimento de água, de esgotamento sanitário”, segundo o Diário Oficial.

LEIA TAMBÉM: A utilização de softwares de gestão no saneamento

Portanto as decisões da MRAEs são tomadas de forma colegiada e os municípios têm 60% dos votos e o governo de Pernambuco, 40%. São as MRAEs que vão aprovar a realização da audiência pública e também o modelo da futura concessão de distribuição de água e esgotamento sanitário. A titularidade do serviço de distribuição de água e esgoto pertence aos municípios e ao Estado, quando os municípios compartilham instalações operacionais com a Compesa. Pelo que foi definido até agora, cada município tem um contrato via microrregião com a Compesa, a prestadora do serviço.

Projeto Concessão Água PE

Segundo as MRAEs serão a instância para decidir as questões relativas a distribuição de água e saneamento. A instância deliberativa da MRAEs é o colegiado. A quantidade de votos dos municípios são proporcionais à população dos mesmos. A cidade que tem o maior número de votos é o Recife com 340 votos do total de 3.048 votos da MRAE II, que vai da Região Metropolitana do Recife até o Sertão do Pajeú. Os votos do Recife são cerca de 10% da MRAE II.

Ademais o Estado foi dividido em duas grandes MRAEs. A segunda é a MRAE-I Sertão – que possui 24 municípios, sendo o de Petrolina, o mais populoso -. Mas ambas as MRAEs foram estabelecidas a partir da Lei Complementar nº 455/21.

Futura concessão de água e esgoto

Contudo na futura concessão de água e esgoto, a atual prestadora do serviço, a Compesa vai fazer só a “produção da água”. É como se a estatal vendesse a água às empresas empresas privadas que vão fazer a distribuição, a coleta e o tratamento de esgoto, além de cobrar a tarifa ao consumidor final. Contudo o órgão máximo que vai deliberar sobre o serviço são as MRAEs.

“Se todos os municípios votarem contra alguma decisão, não prevalece o voto do Estado que corresponde a 40% dos votos totais em cada MRAE”, resume o secretário executivo de Saneamento de Pernambuco, Artur Coutinho, que também responde como secretário geral interino das duas MRAEs. Sobre os serviços de água e esgoto, só serão implantadas as decisões que obtiverem 50% mais um dos votos.

“Depois da audiência pública, serão ouvidas as críticas e sugestões ao projeto de concessão, que vão ser acolhidas e encaminhadas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Após a aprovação do tribunal, o projeto volta ao colegiado das MRAEs que vão deliberar sobre o modelo da concessão”, explica Artur, que acredita na aprovação do modelo que está sendo finalizado pelo Estado com uma consultoria do BNDES.

Portanto ele argumenta também que a futura concessão vai atrair investimentos para que sejam cumpridas as metas de universalização do serviço, até 2033, que são as seguintes: 99% de distribuição de água, 90% de coleta de esgoto e uma redução de perdas da ordem de 25 %. Hoje, as perdas variam de 44% a 47%. Então no caso da RMR, os investimentos para o alcance da universalização do esgotamento sanitário, continuarão sendo feitos pela Parceria Público-Privada (PPP) que tem à frente a concessionária BRK.

Em conclusão nos 12 municípios em que o serviço não é prestado pela Compesa, as Câmaras de Vereadores destas cidades vão ter que aprovar a adesão deles ao processo de concessão.

LEIA TAMBÉM: Avanços na compreensão da estrutura de patógenos

Em suma eles fazem parte das MRAEs. Mas os municípios que são autônomos neste serviço são:

  • Água Preta,
  • Amaraji,
  • Carnaubeira da Penha,
  • Catende,
  • Cortês,
  • Gameleira,
  • Iati,
  • Inajá,
  • Itambé,
  • Jaqueira,
  • Palmares e
  • Xexeu.

Fonte: ME.

Últimas Notícias:
Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

Estudo aponta impacto do saneamento em SP na renda e saúde

O acesso ao saneamento básico adequado pode impactar diretamente a renda, a saúde e a qualidade de vida da população. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil. Moradores de regiões com acesso à água tratada e coleta de esgoto podem alcançar renda até duas vezes maior do que aqueles que vivem em áreas sem infraestrutura sanitária.

Leia mais »
Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

Chamada pública da Gasmig amplia perspectivas para produção de biometano em Minas Gerais

02 de junho de 2026 – A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) lançou uma chamada pública para identificar projetos interessados no fornecimento de biometano ao estado, movimento que pode impulsionar novos investimentos e ampliar a participação de Minas Gerais em um dos segmentos mais promissores da transição energética brasileira e no aproveitamento econômico de resíduos para produção de combustível renovável.

Leia mais »

O saneamento e a hipocrisia ambiental

Enquanto redijo este texto, Minas Gerais conduz a etapa decisiva da desestatização da Copasa, operação que pode movimentar de R$ 8 a R$ 10 bilhões. O modelo segue o trilho aberto pelo Rio Grande do Sul com a Corsan e por São Paulo com a Sabesp: oferta a um investidor de referência, modernização de contratos com municípios titulares e ancoragem nas metas do Novo Marco do Saneamento.

Leia mais »