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Excesso de lixo faz empresas abandonarem polo em Vila Velha/ES

Conviver com muito lixo, ratos e baratas já é um problema recorrente para quem mora ou trabalha no Pólo Industrial de Vila Velha, no bairro Santa Inês. A área que foi planejada para incentivar o desenvolvimento da cidade, mas, por causa do lixo, algumas empresas já fecharam as portas. O terreno pertence a Superintendência dos Projetos de Polarização Industrial (Suppin) do Governo do Estado do Espírito Santo.

Há três meses, a equipe de reportagem esteve no local e o lixo estava invadindo o asfalto e a situação ainda não mudou. O auxiliar de estamparia, Jean Rosário, contou que a prefeitura demora para limpar.

“Vem gente de tudo quanto é lado jogar lixo aqui. A prefeitura também não vem do jeito que tinha que vir. O que eles tinham que fazer é uma cerca nisso aqui. Porque está difícil até da gente trabalhar. Está dando mosca ali na fábrica”.

Uma das empresas que fecharam as portas foi a de Paulo Sérgio Federice. Ele tinha um cerimonial em frente ao local onde o lixo fica depositado.

“Fechamos, acabamos de mandar o último funcionário embora. A gente fica muito triste porque isso daqui já foi uma promessa de geração de emprego e renda e a gente vê o estado que ficou” lamentou.

O empresário Samuel Martins afirma que os clientes dele também já começaram a sumir e reclama do abandono por parte do governo.

“A Suppin tem esse terreno aqui que era para construir uma central de moda e abandonou aqui, não fez mais nada. Os clientes já não querem mais vir por causa do lixo, fedores, ratos, baratas e tudo vai ficando insuportável ficar aqui”

Locais de descarte
O autônomo Jorge Luiz contou que não existe mais um local adequado para descartar o resto de construção.

“Igual tinha ali em Cocal. A gente colocava o lixo lá e a depois a prefeitura levava para outro local. Ali era autorizado a colocar e vivia cheio de entulho. Se aqui é do estado, por que eles não colocam muro e fazem daqui um local só para entulho? Não o lixo descartável de casa, só entulho” sugeriu.

Carroceiro
Pela quantidade de coisas depositada no terreno, o carroceiro Santos se instalou em meio ao lixão. Ele aproveita as coisas jogadas fora para revender. No local, ele já recolheu sofá, estante, cômoda e enfeites decorativos.

“Mais tarde eu levo para o ferro velho para vender. Não é só um dinheirinho, é uma condição de eu sobreviver” declarou.

Prefeitura de Vila Velha
A Prefeitura de Vila Velha informou que fiscaliza e limpa sempre o entorno do terreno e planeja um novo ecoposto para restos de construção civil. E informou ainda que multou e notificou o Governo do Estado para limpar e cercar o terreno. A prefeitura pede também para que a população ajude a denunciar através do 0800 283 9059, na ouvidoria de Vila Velha.

Fonte: G1

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