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Projetos Resíduos Sólidos País

Projetos de resíduos sólidos se multiplicam no país

Projetos Resíduos Sólidos País

Por Taís Hirata

Apesar do crescimento, mercado ainda enfrenta alta mortalidade de iniciativas e dificuldade de gerar contratos assinados.

Na base de dados da consultoria, o setor alcançou a liderança em termos de projetos iniciados, superando até mesmo o segmento de iluminação pública.

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Sem contar as iniciativas canceladas, são 573 projetos de resíduos no total, enquanto os de iluminação somam 572 e, o de água e esgoto, 550. No entanto, em contratos assinados, há apenas 71 no segmento. Neste ano, três foram firmados.

Projetos Resíduos Sólidos País

“Os dados chamam a atenção porque o número de iniciativas é crescente, mas há um funil, em que a boca é muito grande mas o pescoço muito estrangulado. Há uma dificuldade de fazer com que os projetos avancem no ciclo de vida”, afirmou Frederico Ribeiro, sócio da Radar PPP.

Ele aponta alguns desafios para o sucesso dos projetos. Um deles, no caso dos contratos regionais de maior porte, é que as iniciativas têm sido estruturadas por meio de consórcios intermunicipais, um arranjo que na visão de Ribeiro traz dificuldades. “As iniciativas de consórcio t um desafio extra, pela governança de prefeitos.

Portanto é complexo azeitar o relacionamento com os gestores”, disse. Além disso, a dificuldade de cobrar tarifas de lixo é um problema histórico do segmento. “Há um subfinanciamento dos serviços. Mesmo os municípios que praticam tarifas não cobram o suficiente para custear a operação total. Então, quando se faz a estruturação de um projeto e constata a necessidade de ajuste no valor da tarifa, isso cai em questões de cálculo político.”

Tarifa

A questão tarifária também é considerada um aspecto central para Venilton Tadini, presidente-executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Para ele, falta penalização às Prefeituras que não praticam a cobrança e mantém a destinação d resíduos de forma irregular.

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“O avanço do setor depende da implementação e do cumprimento da legislação ambiental, que não tem uma política de consequência. A remuneração dos serviços é fundamental. Pela lei, o município precisa aprovar a taxa de lixo e cobrar, como faz em outros serviços, se não consegue gerar garantias aos projetos apenas com o orçamento”, afirmou.

Fonte: Valor.

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